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Casamento de interesses

Bivar será presidente e ACM Neto secretário-geral, após fusão DEM-PSL

Novo partido nasce como a bancada mais numerosa da Câmara

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Deputado Luciano Bivar, fundador do PSL, será presidente do novo partido - Foto: Luís Macedo/Agência Câmara.

O deputado federal Luciano Bivar (PE) será o presidente do partido que resultar da fusão do PSL ao DEM, que se encontra na fase final de negociações.

O atual presidente nacional do DEM, ex-prefeito de Salvador ACM Neto, ocupará as funções de secretário-geral. A estrutura do novo partido deve conferir ao secretário-geral o papel mais relevante do partido.

Ainda não está definida a denominação do novo partido, nem mesmo se conservará a sigla de uma das duas agremiações, mas nasce com a bancada mais numerosa do Congresso Nacional.

Ex-prefeito de Salvador ACM Neto será secretário-geral.

A negociação da fusão ganhou terreno fértil no PSL pela evidência de que o partido de Luciano Bivar não repetirá em 2022 o desempenho que obteve em 2018, anabolizado com a filiação da Jair Bolsonaro, candidato vitorioso a presidente, na ocasião.

O temor de Bivar era voltar a ser nanico a partir das próximas eleições. Até 2018, o PSL contava apenas com um deputado federal, o próprio Bivar. Após a eleição passou a contar com 52 deputados e hoje são 53. O DEM soma 28 deputados, após a expulsão do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia.

Após a eleição de 2018, o partido ganhou uma bancada de 52 deputados federais e uma bolada inédita do fundo partidário anual: R$57 milhões em 2021.

Também faz parte do “dote” mais de meio bilhão de reais (R$558,6 milhões) que o PSL receberá dos cofres público a título de Fundo Eleitoral, para financiar a campanha de seus candidatos, em 2022.

O Fundo Eleitoral do PSL para 2022 só é menor que o valor retirado do bolso do pagador de impostos para bancar a candidatura do PT: R$563,8 milhões.

Com a fusão, a nova sigla contará também com os R$323,08 milhões do Fundo Eleitoral do DEM. Esses valores correspondem à estimativa da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada em julho no Congresso. O presidente Jair Bolsonaro vetou, reduzindo o fundação eleitoral de R$5,7 bilhões para R$2,4 bilhões, mas a expectativa é de que os parlamentares devem derrubar veto presidencial.