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Discurso forte

'Bancada da bala' critica atuação de ministros na crise penitenciária

Em nota, os deputados chamam os ministros da Justiça e Defesa de 'vaidosos'

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A Frente Parlamentar da Segurança Pública da Câmara dos Deputados, composta por mais de 300 parlamentares, sendo muitos oriundos das instituições operadoras da segurança pública, divulgou uma nota na noite deste domingo (8) demonstrando 'preocupação com os últimos acontecimentos no sistema penitenciário brasileiro'. A carta é assinada pelo deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), presidente do grupo.

"Sabemos da gravidade, no entanto, não é normal o Governo Federal ignorar os profissionais de segurança pública, eleitos, que estão no exercício de seus mandatos. Parece coisa de ciúmes! Seria descabido, alguns desses deputados serem chamados, por quem quer que seja, para discutir essa pauta? Se a resposta for negativa, temos que reagir e buscarmos algumas respostas", diz o texto.

Na nota, os deputados chamam – inderetamente – os ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, e da Defesa, Raul Jungmann, de 'vaidosos'. "É lamentável que o Governo, do qual fazemos parte, num momento crítico e grave como esse não busque uma solução caseira. Chegamos até a imaginar que os Ministros da Justiça e da Defesa não conhecem a Casa do Povo. E suas vaidades pessoais não permitem escutar a opinião de parlamentares, ouvem seus assessores, mas não ouvem os deputados".

De acordo com os parlamentares, projetos de lei existem aos montes, mas são ignorados. "Recentemente concluímos a CPI do Sistema Carcerário e apresentamos vinte propostas para melhorar o sistema prisional, no entanto, em nenhum momento os ministros se referiram à essa Comissão de Inquérito e suas propostas. Durante a CPI alertamos o Governo sobre as facções que estavam dominando os presídios, mas a questão não foi tratada com a devida atenção e o resultado foi a tragédia que aconteceu na última semana", dizem.

"Não sabemos identificar o que acontece, a única certeza que temos, é que estamos à disposição do Governo Federal e não concordamos em legislar para a segurança pública por espasmos, pois a sociedade não suporta mais conviver com o crescimento desenfreado da violência", finaliza a nota.