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Força de Pacificação

Após morte de militar, Pezão quer prorrogar ocupação na Maré

Previsão inicial era que o Exército deixasse o complexo em julho

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Complexo da MareO governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), vai solicitar nova prorrogação da permanência de militares do Exército no complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio. É a segunda vez que o governador pede o adiamento da saída dos militares, que chegaram ao local em abril. A previsão inicial era que as tropas deixassem o complexo em julho, mas a permanência foi adiada até o dia 31 dezembro. Hoje, a Polícia Militar (PM) também anunciou a troca de comando de 28 batalhões e unidades do Rio.

A decisão de prolongar a atuação militar na região surge após mais uma morte, nesta semana. Pezão afirmou neste sábado que conversará com a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para tentar o adiamento da saída dos militares que compõem a Força de Pacificação da Maré. Ao todo, 2.700 militares de diversos estados integram a tropa, que conta ainda com blindados da Marinha e tanques de guerra.

“Uma comunidade ao lado da Avenida Brasil, da Linha Vermelha, perto do Galeão, que tinha um nível de violência inimaginável. Uma região que o tráfico dominou por mais de 30 anos. Isso mostra a dificuldade que nós temos. Se não fosse essa parceria com a presidenta Dilma e as Forças Armadas, dificilmente conseguiríamos ter êxito na nossa política de pacificação”, afirmou Pezão.

Segundo o governador, o adiamento é necessário para que sejam formados novos policiais militares para a implantação de mais Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no complexo. Ele não detalhou até quando os militares devem continuar na região. A previsão do governo é que mais mil policiais militares sejam formados até o final do ano. O plano da Secretaria de Segurança para a região, onde habitam cerca de 130 mil pessoas em 16 comunidades, prevê a implantação de quatro UPPs, ainda sem data definida.

Hoje, a PM anunciou a troca de comando do 22º batalhão, no Complexo da Maré, e em mais 27 unidades da polícia na capital e no interior fluminense. Em meio a uma série de denúncias de corrupção na cúpula da corporação, e após a reeleição do governador, a Secretaria de Segurança está reestruturando os comandos. O tenente-coronel Andre Luiz de Castro Maia, que era subcomandante do Colégio da Polícia Militar (CPM), assume o comando do batalhão na Maré.

No início do mês, o secretario de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou a troca do comandante geral da PM. O ex-comandante José Luiz Castro foi exonerado após duas operações contra corrupção, promovidas pela própria secretaria, identificarem uma rede de extorsões praticadas por militares da cúpula da PM. O novo comandante, Pinheiro Neto, só assume em janeiro e até lá o coronel Ibis Silva atua como interino. (Antonio Pita/AE)

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