Maranhão

Após 60 mortes, ONU cobra explicações de açougue-presídio

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Quase um mês após a incidência de constantes crimes nos presídios do Maranhão, órgãos humanitários acordaram para a situação dos detentos e cobram investigações. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) cobrou das autoridades brasileiras uma investigação “imediata, imparcial e efetiva” dos crimes ocorridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Lá, 59 detentos foram mortos ao longo de 2013.

A Anistia Internacional também considerou inaceitáveis os casos de presos decapitados nas penitenciárias e as denúncias de estupro de mulheres e irmãs de presidiários durante as visitas. “É inaceitável que uma situação como essa se prolongue por tanto tempo sem nenhuma atitude efetiva das autoridades responsáveis”, alegou a ONG, que pede iniciativas urgentes.

Até a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), a senadora Ana Rita (PT-ES), se atentou nesta quarta-feira (8) para as mortes. ?Nós vamos solicitar informações ao governo do Maranhão para que possamos tomar as devidas providências, principalmente junto ao Ministério da Justiça. A situação no Maranhão é muito grave, mas é preciso que tenhamos informações um pouco mais detalhadas?, disse Ana Rita à rádio Senado.