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Corrupção olímpica

Após 15 dias preso, Carlos Nuzman deixa a prisão no Rio

Ex-presidente do COB é réu por compra de voto para a Rio 2016

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O ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman foi solto na tarde desta sexta-feira, 20, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na quinta. Ele estava preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio, desde o último dia 5. 
A decisão do STJ acatou  o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de nuzamn  e determinou a substituição da prisão preventiva do cartola por medidas cautelares.

De acordo com o alvará de soltura, expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7a Vara Federal Criminal, Nuzman está proibido de ir às sedes ou filiais do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Rio 2016 e deve suspender qualquer atividade ligada aos dois órgãos.

Também está obrigado a se apresentar todo mês na Justiça Federal e justificar suas atividades. Além disso, Nuzman não poderá manter contato com os demais corréus no processo criminal do qual responde nem viajar, entregando assim o seu passaporte.

O cartola foi denunciado pelo ministério Público Federal (MPF) na quarta e, na quinta, a Justiça o tornou réu por supostamente intermediar o pagamento de propinas para membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) para que estes votassem no Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A defesa nega as acusações.

O pedido de prisão, diz o MPF, foi decretado porque houve uma tentativa de ocultação de bens no último mês, após a polícia ter cumprido um mandado de busca na casa de Nuzman. Entre os bens ocultados, há valores em espécie e 16 quilos de ouro que estariam em um cofre na Suíça.

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