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Quem é quem

Flávio Rocha

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Adiante, está o perfil do empresário Flávio Rocha, mais um dos pré-candidatos às eleições presidenciais de outubro.

Propõe esta série reunir dados básicos sobre cada pré-candidato(a) nas esferas profissional e política, buscando identificar suas prioridades e seus valores.

Para dar “vida” a esses dados, selecionamos manifestações recentes, favoráveis ou contrárias, que sobre o candidato tenham sido publicadas na imprensa, sendo fornecida a indicação da fonte.

Terei o prazer de publicar eventuais esclarecimentos que queiram fornecer os pré-candidatos e pré-candidatas sobre temas pertinentes de suas respectivas pré-candidaturas.

Para ler os artigos já publicados desta série sobre os pré-candidatos Álvaro Dias, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Fernando Collor, Cristovam Buarque, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, João Amoêdo, Manuela d’Ávila, Marina Silva e Rodrigo Maia acesse o seguinte endereço:

http://www.diariodopoder.com.br/artigos_autor.php?i=Pedro%20Luiz%20Rodrigues

 

PRÉ-CANDIDATO FLÁVIO ROCHA

Nome completo: Flávio Gurgel Rocha

Nasceu em Recife, Pernambuco, em 14 de fevereiro de 1958. Idade: 60 anos.

Pré-candidatura lançada pelo PRB. Endossada pelo Movimento Brasil Livre.

Profissão: Empresário.

Descendente de família de Caraúbas, Rio Grande do Norte. Seu pai, Nevaldo Rocha, começou a trabalhar numa relojaria, em Natal, onde, em 1947, criou uma loja de confecções (“A Capital”). Em 1956, abriu, com irmãos, uma confecção em Recife. Foi o início de um dos principais grupos empresariais do País, o Guararapes. A família controla também a rede de lojas Riachuelo, entre outras empresas.

Rocha é presidente licenciado da Riachuelo e da Midway Financeira.

Formação:

Administração de Empresas, Fundação Getúlio Vargas – SP. Formado em 1977.

Filiações partidárias

Partido Frente Liberal (PFL), Partido Liberal (PL), Partido da Reconstrução Nacional (PRN), Partido Liberal (PL), Partido Republicano Brasileiro (PRB).

Posições Manifestadas

Liberalismo econômico.

Livre mercado como ferramenta natural para combater a corrupção.

Aumento da competitividade.

Estado menor e mais eficiente.

Privatização das estatais. Programa de concessões.

Reformas trabalhista, previdenciária, tributária.

Plano de segurança. Endurecimento de penas.

Carreira política e profissional

1987-1991 – Deputado Federal(PFL-RN).

1991-1995 – Deputado Federal(PRN-RN)

1994 – Pré-candidato à Presidência da República pelo PL. Partido apoiou posteriormente o candidato do PSDB, Fernando Henrique Cardoso.

1995-2018 – Dirigente de empresas do Grupo Guararapes e outras.

Saúde:

Licenciou-se do mandato de Deputado Federal na legislatura 1987-1991, para tratamento de saúde, de 18 a 28 de setembro de 1989. Licenciou-se do mandato de Deputado Federal na legislatura 1991-1995, para tratamento de saúde, de 18 a 31 de dezembro de 1992. (fonte: Câmara dos Deputados).

Atividades parlamentares

Assembléia Nacional Constituinte (1987-1988) – Foi membro titular da Subcomissão de Orçamento e Administração Financeira e da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças.

No Congresso Nacional foi membro titular da CPI Mista sobre a Crise Financeira na Petrobrás e Irregularidades Administrativas (1989-1990) e da CPI Mista sobre o Programa Autônomo de Energia Nuclear (‘programa Paralelo’) (1989-1990).

Foi membro titular das seguintes comissões permanentes da Câmara dos Deputados: Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (1992); Economia, Indústria e Comércio (1989-1992); Finanças e Tributação (1990 e 1993-1994).

Foi membro titular das seguintes comissões especiais da Câmara dos Deputados: PEC nº 48/91 (Ajuste fiscal e tributação,1991-1992; Projetos de Lei Legislação Tributária (1992); PL nº 2.057/91 (Sociedades Indígenas,1992.

Principais propostas legislativas apresentadas:

1988 – Como parlamentar constituinte “votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade, o turno ininterrupto de seis horas, a jornada semanal de 40 horas, a demissão sem justa causa e a proibição do comércio de sangue. E a favor do mandado de segurança coletivo, da pluralidade sindical, do presidencialismo, do voto facultativo aos 16 anos, do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, da anistia aos micro e pequenos empresários e da legalização do jogo do bicho”. (fonte CPDOC).

1989 – Projeto de lei (PL 183/1989) sobre o financiamento do seguro-desemprego pelas empresas de maior rotatividade de mão-de-obra (prejudicado, por ter sido seu teor incorporado em outra proposta);

1991 – Proposta de Emenda à Constituição (PEC 17/1991) de criação do imposto único (matéria gerou grandes discussões nas duas casas do Congresso, mas nunca entrou na pauta de votação).

Dados sobre trajetória política e profissional:

1986 – Candidato, eleito, a deputado federal, pelo PFL-RN. Obteve 71.208 votos (3º mais votado).

1989 -“ Embora ocupasse os cargos de vice-presidente nacional e presidente da seção regional do PL no Rio Grande do Norte, desligou-se do PL e filiou-se ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), legenda pela qual Fernando Collor de Melo se elegera presidente da República em dezembro de 1989”. (Fonte:CPDOC).

1990 – Reeleito Deputado Federal (PRN-RB). Foi o deputado mais votado, com 72.406 votos.

1991 – Assessorado pelo economista Marcos Cintra, apresentou proposta de emenda constitucional criando o Imposto Único sobre Transações — uma alíquota de 2% sobre todas as operações financeiras, a ser repartida entre credor e devedor — em substituição aos 58 impostos existentes, incluindo o imposto de renda. (Fonte:CPDOC).

1992 – De volta ao PL, na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo.

1994(abril) – PL lançou o nome de Flávio Rocha à sucessão presidencial, Em maio, Rocha propôs às forças de centro que abandonassem a candidatura FHC, optando por um nome alternativo que evitasse a vitória de Lula no primeiro turno — o senador catarinense Esperidião Amin, do Partido Progressista Reformador (PPR), ou ele próprio. (Fonte:CPDOC)

1994 -“ Durante a campanha, tendo como principal bandeira a sua proposta de imposto único, mas em virtude dos baixíssimos índices nas pesquisas de intenções de voto, sofreu pressões do próprio partido para renunciar em favor de uma coligação com outra candidatura. Negando veracidade a tais histórias, prosseguiu ocupando o horário eleitoral e divulgando seu plano de governo”. (Fonte:CPDOC).

1994 (agosto) – Denúncias sobre venda ilegal de bônus eleitorais levaram Flávio Rocha a demitir o coordenador do comitê envolvido, seu primo Teófilo Furtado Neto.

1994 (agosto) – O PL acabou por apoiar a candidatura (vitoriosa) de Fernando Henrique Cardoso, retirando a de Flávio Rocha.

1994-2018 – Afastou-se da vida política, assumindo uma diretoria da empresa da família, a Guararapes. Segundo os registros do TSE, Rocha manteve-se filiado ao PL até 2002.

2004 – Em fevereiro, o Jornal do Brasil informou que Flávio Rocha estaria “esquentando” uma candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Norte, o que acabou por não se concretizar.

2016 – Prêmio Empreendedor do Ano (Revista Isto É Dinheiro).

2017 – “ (….) o grupo Guararapes envolveu-se em uma polêmica com o Ministério Público do Trabalho, o qual moveu uma ação com valor de 37 milhões de reais sobre o grupo, alegando o não cumprimento de obrigações trabalhistas com os empregados das empresas terceirizadas prestadoras de serviços para o grupo. (Fonte: Wikipedia).

2018 (março) – Anunciou sua filiação ao PRB. Deixou a presidência da Riachuelo.

Registros na imprensa

24.4.2018 – “Sou o décimo sexto maior gerador de empregos desse País. Temos que manter isso, continuar a empregar novas pessoas para termos uma economia que circule. Eu vou fazer o melhor para que essa situação melhore” (O Estado de São Paulo).

24.4.2018 – “Temos o intuito de construir uma candidatura de centro, dentro de um cenário de menor intervencionismo do Estado e da defesa de valores”. (Gazeta, Vitória).

24.4.2018 – Manifestou dúvidas sobre o equilíbrio emocional do possível pré-candidato Joaquim Barbosa. Flávio Rocha criticou também as propostas econômicas de Barbosa. (Gazeta, Vitória).

22.4.2018 – “Pré-candidato do PRB, Flávio Rocha sondou Duda Mendonça para ser marqueteiro de sua campanha. Mesmo com um patrimônio familiar de 1,3 bilhão de reais, ele desistiu do convite. Seria um gasto de mais de dez milhões”. (Veja, Maurício Lima).

21.4.2018 – Pré-candidato do PRB à Presidência, o empresário Flávio Rocha disse que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é uma pessoa “de esquerda e que acredita no Estado grande e no intervencionismo estatal. Esse é o nosso principal ponto de discordância””. (O Estado de São Paulo).

21.4.2018 – “Em sua pré-campanha, Rocha se apresenta como un candidato “liberal na economia e conservador nos costumes”.(O Estado de São Paulo).

21.4.2018 – “Flávio Rocha conta com ajuda do céu para se tornar mais conhecido – Evangélico, pré-candidato à Presidência pelo PRB recebeu apoio de pastores de diversas igrejas em evento em Campo Grande (MS)” (Veja,Leandro Nomura).

21.4.2018 – “A sintonia entre João Doria (PSDB) e Flavio Rocha (PRB) despertou desconfiança na equipe da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB). (…) o ex-prefeito abriu as portas do Lide, grupo empresarial que criou, para que o dono da Riachuelo pudesse apresentar sua candidatura” (Valor Econômico).

20.4.2018 – “Inicialmente achei que isso soaria como uma candidatura solitária, mas tenho me sentido respaldado pela opinião pública. Então não, não vou usar dinheiro do fundo partidário. Posso pagar minha campanha”.” (FSP, trecho reproduzido pelo Antagonista”).

19.4.2018 – “ Rocha disse que há em gestação aliança entre seu PRB e o MDB, do presidente Michel Temer. Nas conversas, que também se dão a nível estadual, alckmistas viram a digital de Doria. O ex-prefeito tem boa relação com Temer”, Valor Econômico).

18.4.2018 – Flávio Rocha disse considerar a possibilidade de ter como vice na chapa o ex-ministro da Fazenda de Michel Temer, Henrique Meirelles (MDB). (Notícias UOL).

11.4.2018 – Classificou o MST e o MTST como movimentos terroristas. (TV Folha).

11.4.2018 – “Veja que há um preconceito contra a religião evangélica. Os evangélicos representam 30% da população e têm todo o direito de se manifestar, até porque os valores que eles emanam são do bem e compatíveis com minha candidatura” ((TV Folha).

11.4.2018 – “Quero ser o guardião da competitividade. Estamos em 153º lugar (na lista de países mais hostis aos investimentos)”. (TV Folha).

28.3.2018 – “Fundado como o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, o PRB deu seu passo mais ambicioso em 12 anos de fundação ao lançar o empresário Flávio Rocha, dono do grupo que controla a rede de lojas Riachuelo, como pré-candidato à Presidência da República.” (Exame).

28.3.2018 – Rocha estreia na disputa de 2018 com o bônus de uma biografia no setor privado — característica com forte apelo entre eleitores desacreditados na política tradicional. Entra com um discurso moralista nos costumes para competir com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), ao mesmo tempo em que oferece propostas econômicas de cunho mais liberal, que soam como uma sinfonia para os ouvidos do mercado”. (Exame).

27.3.2018 – “O dono da rede Riachuelo, Flávio Rocha, filiou-se (hoje) ao Partido Republicado Brasileiro (PRB) para tentar viabilizar uma candidatura à Presidência da República. A filiação foi anunciada em Brasília, na presença do presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, deputados federais e os senadores Pedro Chaves (MS) e Eduardo Lopes (RJ). Pereira é ex-ministro da Indústria e bispo licenciado da Igreja Universal”. (Coluna Cláudio Humberto, Diário do Poder).

10.3.2018 – Rocha “subiu o tom ao reagir publicamente contra bloqueio, pelo MST, da entrada de uma de suas fábricas em Natal. Classificou os invasores de “terroristas” e “vagabundos”, dizendo que não iria se intimidar. Um sinal do rumo que ele pode tomar”. (OESP, Sônia Racy).

10.3.2018 – “Não somos caretas nem moralistas. Nós somos antigramscianos. Gramsci talvez tenha sido o intelectual mais sórdido da humanidade. É um cara que chega a defender que tem que haver uma faxina em todos os valores judaico-cristãos para se construir uma nova sociedade em cima da estaca zero”. (OESP, Sônia Racy).

19.2.2018 – “ Acho que está muito tarde para ser candidato. De fato eu não tenho nem partido. Não tenho voto. Está tarde para construir a densidade eleitoral”. “Não seria porque na hora que eu dizer que sou candidato imediatamente eu comprometeria o crescimento, a credibilidade e a capacidade de influenciar que o Brasil 200 tem agora. O Brasil 200 só está assim porque não está a serviço de um candidato. Está questionando, palpitando, botando o dedo na ferida”. (Revista Exame).

(19.2.2018) – “Acho que ele (Jair Bolsonaro) carrega nas cores na maior parte dos temas. Mas é o único que preenche a demanda por ordem. É o anti-bagunça. Ele é o único que se contrapõe ao bandido, ao sentimento de que o Estado é cúmplice do bandido, que manieta a polícia”, (Revista Exame).

9.2.2018 – O empresário Flávio Rocha (lojas Riachuelo) está disposto a disputar a presidência da República. Pretende ressuscitar o imposto único, sua bandeira como deputado federal, e até abril vai escolher um partido que lhe garanta ao menos um minuto de propaganda eleitoral. (Coluna Cláudio Humberto, Diário do Poder).

Obras publicadas:

“Proposta”, Editora Clima, 1986.

“A Derrama Contemporânea e a questão do Imposto Único”, Topbooks, 1992.

Principais entrevistas

Entrevista à TV Folha (11.4.2018).

Entrevista à revista Exame (16.2.2018):

“Está muito tarde para ser candidato”, diz Flávio Rocha

Entrevista a Sony Racy, TV Bandeirantes. (1.9.2017)

http://videos.band.uol.com.br/16304266/sonia-racy-entrevista-flavio-rocha-%E2%80%93-parte-1.html

Revista Piauí (sessão Lupa) checa a veracidade das informações dadas em entrevistas por Flávio Rocha:

Apoiado pelo MBL, Flávio Rocha exagera dados econômicos do Brasil