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Alckmin defende definição de presidenciável até início de 2018

Intenção é aproveitar período que permite mudança de sigla caso não seja escolhido

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já tem um “plano B” caso não seja o candidato do PSDB para disputar a Presidência da República em 2018. A estratégia é mudar de partido. No entanto, o limite de troca partidária é de seis meses antes do pleito – que será realizado no dia 2 de outubro de 2018. E no dia 4 de abril, o tucano também deve renunciar ao cargo de governador para a disputa presidencial.

E, para poder ter chances de disputar ao cargo no Palácio do Planalto, Alckmin passou a defender que eventuais prévias para a escolha do candidato tucano à Presidência – no molde das primárias norte-americanas – sejam realizadas em dezembro deste ano ou, no máximo, até janeiro de 2018. O que garante tempo hábil para trocar de legenda. Se optar por deixar o partido para concorrer por outra legenda – o PSB já sinalizou que aceitaria lançá-lo.

A atitude de Alckmin é uma reação à manobra do senador Aécio Neves (MG), que prorrogou o seu mandato no comando do PSDB até maio de 2018. O mineiro é um forte candidato dentro da legenda.

As prévias são, na verdade, um elemento de pressão sobre Aécio e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, que também está na fila. Ex-adversários internos, Aécio e Serra se uniram para barrar o avanço do governador paulista, que saiu politicamente fortalecido das eleições municipais.

Aécio, Serra, o presidente Michel Temer e o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, que preside o PSD, esperam escolher dentro do grupo um candidato para 2018. Já Alckmin mantém distância do Palácio do Planalto e pretende permanecer assim no ano da eleição. 

No atual cenário partidário, o senador mineiro tem ampla maioria na executiva do PSDB e mais influência nos diretórios estaduais. 

Força-tarefa

Apesar de já contar com um “plano B”, Alckmin tentará ser o candidato tucano na disputa presidencial. E na tentativa de se tornar o primeiro nome no PSDB, ele contará com uma força-tarefa multipartidária, já neste ano, que será responsável por nacionalizar sua agenda, ampliar a relação com o Congresso Nacional, construir pontes com dirigentes regionais e atrair governadores para o projeto de uma candidatura presidencial independente do governo federal. 

O governador de São Paulo também planeja um cronograma de inaugurações em 2017 no Estado – após dois anos sem entregar obras relevantes. A programação prevê a entrega de 11 novas estações do metrô, nove da extensão da linha 5 Lilás e outras duas da linha 4 Amarela. Também há previsão de iniciar as maiores obras de abastecimento do Estado dos últimos anos ainda 2017, como a transposição do Rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira e novo sistema produtor São Lourenço.

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