"Perigo de gol"

TSE censura imagens de Bolsonaro na ONU e ovacionado em restaurante

Censura vale para todas as viagens e eventos realizados pelo presidente

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Benedito Gonçalves ao receber de Lula um afago na bochecha.

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou hoje (22), por unanimidade, decisão de censurar a utilização, em campanha à reeleição, de imagens do presidente Jair Bolsonaro em viagens como chefe de Estado.

Durante a sessão desta quinta-feira, o relator, ministro Benedito Gonçalves, que foi nomeado pelo ex-presidente Lula para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), corte que representa no TSE, criticou um dos vídeos, Bolsonaro discursa na sacada da embaixada brasileira em Londres para um grupo de simpatizantes.

“Após ligeiras condolências à família real, o representado passa a proferir discurso de caráter eminentemente eleitoral. Isso é feito com notória exploração do papel de chefe de Estado”, afirmou.

O ministro Benedito Gonçalves tem sido criticado nas redes sociais por uma cena de vídeo, nos bastidores da posse de Alexandre de Moraes na presidência do TSE, em que ele aparece cochichando alguma coisa que pareceu agradável ao ex-presidente Lula, que retribui com tapinhas carinhosos em seu rosto.

Além de proibir a exibição de imagens do presidente da República fazendo o discurso de abertura da assembleia geral da ONU, a exemplo dos seus antecessores, o TSE também censurou a exibição de vídeo sobre outros “eventos”, para impedir que a campanha de reeleição mostrasse na TV Bolsonaro sendo ovacionado pelos clientes da churrascaria Fogo de Chão, em Nova York.

A primeira decisão de censura a Bolsonaro o proibiu até mesmo de mostrar as imagens de multidões concentradas opara ouvir o presidente no Sete de Setembro, em Brasília e no Rio de Janeiro, que tanto incomodaram seus opositores, inclusive na justiça eleitoral.

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O plenário do TSE também confirmou, por unanimidade, a exclusão de vídeo com propaganda eleitoral negativa contra o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgado a partir do canal do PL no YouTube.

Os ministros referendaram decisão da ministra Maria Claudia Bucchianeri, relatora do caso. Representantes do candidato alegaram suposto “impulsionamento ilícito” de vídeo, que apresentava a imagem de Lula como inimigo do povo. Na liminar, a ministra determinou a remoção da propaganda da página do partido.