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Provas fake

Perícia da PF não atesta autenticidade de mensagens ‘vazadas’ da Lava Jato

Chefe do Serviço de Inquéritos da PF diz que ‘não se presume’ a autenticidade e integridade das mensagens

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Ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As mensagens da obtidas pela operação Spoofing – e amplamente divulgadas pela imprensa no caso que se autodenominou de “Vaza Jato” – não tiveram a sua autenticidade verificada pela perícia da Polícia Federal. Segundo relatório assinado pelo delegado Felipe Leal, chefe do Serviço de Inquérito da Polícia Federal, a “autenticidade e integridade dos itens digitais obtidos por invasão de dispositivo alheio não se presume”.

O chefe do Sinq-PF afirma ainda que a veracidade das mensagens não pode ser atestada “notadamente quando se reúnem indícios de que o invasor agiu com o dolo específico não apenas de obter como também de adulterar os dados”, segundo informação de O Globo. As mensagens teriam sido obtidas por hackers que invadiram o aplicativo Telegram, utilizado por membros da força-tarefa da Lava Jato, divulgadas por um site e ecoadas em toda a imprensa tradicional.

À época, as mensagens foram atribuídas a integrantes a Lava Jato e também ao ex-juiz federal Sergio Moro e até já foram citadas por diversos ministros do STF, como Gilmar Mendes, na decisão que confirmou a anulação de condenações do petista Lula no caso do tríplex no Guarujá (SP). O petista foi a maior figura política flagrada nos escândalos de corrupção desvendados pela Lava Jato.

O delegado Felipe Leal afirma ainda que a utilização dessas provas sabidamente ilícitas “configura crime de abuso de autoridade”.

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