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EUA formalizam aval para indicação de Eduardo à embaixada em Washington

Jair Bolsonaro afirmou que deve enviar a indicação do filho para o Congresso na semana que vem

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O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao lado do pai, Jair Bolsonaro, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução

Os Estados Unidos deram aval para a indicação de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como embaixador do Brasil em Washington. O pedido de agrément —como é chamado a consulta feita pelo Itamaraty — foi enviado no final de julho ao Departamento de Estado americano, que deu retorno positivo ao Brasil após cerca de duas semanas.

Na manhã desta sexta-feira (9), o presidente Bolsonaro indicou que deve enviar o nome de Eduardo ao Congresso no início da semana que vem. “Pode ser segunda, terça”, disse.

O nome de Eduardo ainda precisa ser submetido à aprovação do Senado para que ele assuma o posto. Ele será sabatinado Comissão de Relações Exteriores da Casa e depois precisa ter a maioria dos 81 votos dos senadores no plenário.

Historicamente o pedido de agrément era tratado de maneira sigilosa entre os governos para evitar qualquer constrangimento caso o indicado fosse recusado por determinado país.

No caso de Eduardo, porém, Bolsonaro inovou e falou publicamente sobre a intenção de indicar o filho à embaixada nos EUA antes mesmo de enviar a consulta ao governo de Donald Trump.

Na semana passada, o presidente americano elogiou a indicação de Eduardo como embaixador em Washington e disse que não considerava o movimento nepotismo, como alegam opositores de Bolsonaro.

“Eu conheço o filho dele e é provavelmente por isso que ele foi indicado. Ele é fantástico, estou muito feliz”, afirmou Trump em coletiva no jardim da Casa Branca.

O presidente americano tem a filha Ivanka e o genro Jared Kushner em cargos do primeiro escalão do governo.

A nomeação de Eduardo Bolsonaro quebraria uma tradição do Itamaraty em selecionar somente diplomatas com longa experiência para a função. O poder econômico norte-americano e o tamanho da comunidade brasileira nos EUA tornam o cargo um dos mais visados pelos diplomatas de carreira.

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