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Dois meses depois, Mesa da Câmara envia caso Flordelis ao Conselho de Ética

Mas o Conselho de Ética está fechado, a pretexto da pandemia, e não há data para o retorno

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Por determinação na Justiça do Rio, Flordelis vai a júri popular pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Foto: Agência Brasil

Após cancelar a reunião desta terça-feira, a Mesa Diretora da Câmara decidiu hoje (28), com atraso de dois meses, encaminhar o caso da deputada Flordelis (PSD-RJ) ao Conselho de Ética.

A parlamentar é acusada pela Justiça pela morte do marido em junho 2019.

Flordelis é ré no processo desde o último dia 24 de agosto e vem sendo monitorada pela Justiça do Rio por meio do uso de uma tornozeleira eletrônica.

Apesar das restrições impostas, a deputada, que têm foro privilegiado, ainda mantém ativo o seu mandato na Câmara dos Deputados.

Os integrantes da Diretoria da Casa Legislativa aprovaram o relatório do deputado Paulo Bengtson (PTB-BA), corregedor da Câmara, que pedia a análise da situação política de Flordelis.

O documento do corregedor diz que, “constituem indícios suficientes de irregularidades ou de infrações às normas de decoro e ética parlamentar”, na defesa da instauração de um processo no Conselho de Ética.

Ainda que tenha sido aprovado, o andamento da análise do mandato de Flordelis está prejudicado pelo fechamento da comissão julgadora em decorrência da pandemia.

Para a reabertura dos trabalhos do órgão, o plenário da Câmara deve aprovar um projeto de resolução. Não há data para a apreciação na Casa.