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Violência contra mulher

CPI do Feminicídio começa no DF sem deputado proibido de se aproximar da ex

Deputado Hermeto (MDB) pediu afastamento da comissão investigativa

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O deputado Hermeto (MDB), policial militar, é acusado de violência pela ex-mulher, que obteve medida protetiva com base na Lei Maria da Penha.

Começam nesta terça-feira (5) os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os feminicídios e a rede de serviços disponíveis para as mulheres do DF. Na primeira reunião serão eleitos o presidente, o vice e o relator da CPI do Feminicídio.

Alvo de medida protetiva da Justiça e proibido de aproximar-se da ex-mulher a menos de 300 metros, o deputado Hermeto (MDB) pediu afastamento da CPI e será substituído pelo suplente, Eduardo Pedrosa (PTC). Hermeto é oficial da reserva da Polícia Militar do DF.

A CPI terá duração de 180 dias, até abril do próximo ano. Para o deputado Fábio Felix (Psol), a CPI tem o objetivo de “investigar o que o Poder Público está fazendo, como andam as investigações de feminicídio no DF, além de ouvir mulheres e especialistas para propor alternativas de enfrentamento do fenômeno”.

A meta é que, ao fim dos trabalhos, a CPI entregue um relatório produtivo e que apresente propostas eficazes para o fortalecimento da rede de proteção de vítimas de violência.

A deputada Arlete Sampaio acha que o objetivo da CPI é tentar destrinchar as razões pelas quais tantas mulheres são mortas no DF. “Precisamos conhecer essa realidade para propor ao Poder Executivo, ao Judiciário e à CLDF ações para inibir essas ações”.

Composição da CPI do Feminicídio
Membros titulares:
– Arlete Sampaio (PT)
– Fábio Felix (PSOL)
– Telma Rufino (Pros)
– Cláudio Abrantes (PDT)
– Eduardo Pedrosa (PTC)

Suplentes:
– Roosevelt Vilela (PSB)
– Chico Vigilante (PT)
– Martins Machado (PRB)
– Leandro Grass (REDE)