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31 de março

Comissão da Câmara Legislativa propõe que não haja celebração do golpe de 64 no DF

Bolsonaro não considera que no dia 31 de março de 1964 houve o Golpe Militar

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O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar (CDDHCEDP), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF),  deputado Fábio Felix (PSOL) repudia a determinação do presidente Jair Bolsonaro, e recomenda que nenhuma instituição, pública ou privada, do Distrito Federal celebre o Golpe de 64.

Para Felix é necessário sensibilizar as instituições públicas e privadas para a necessidade de manter a ditadura em seu lugar, já reservado pela história. “Um regime que merece ser criticado, não reverenciado. É imperativo respeitar a dor das vítimas dessas violências estatais, sendo, portanto, dever ético de todos aqueles que zelam pela vida, pela Constituição Federal e pelos direitos fundamentais e inalienáveis de todas as pessoas, impedir, usando todos os meios possíveis, que esse período seja comemorado”.

A manifestação do distrital ocorre devido às declarações do presidente Jair Bolsonaro, por meio de seu porta-voz, Otávio Rêgo Barros, na última terça 26, ao determinar que o Ministério da Defesa organize as celebrações devidas para o dia 31 de março. Bolsonaro não considera que no dia 31 de março de 1964 houve o Golpe Militar.

Um conjunto de eventos ocorridos no dia 31 de março de 1964 culminou, dia 1º de Abril, no fim do governo do presidente João Goulart, mais conhecido como Jango. Sendo assim, militares brasileiros instauraram um regime, que para os defensores da ação, foi intitulado de “Revolução de 1964” e para outro como o Golpe de Estado no Brasil, ou o Golpe Militar.

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