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Troca de acusações

Chamado de Judas por Bolsonaro, Moro afirma: ‘Há lealdades maiores do que as pessoais’

Ex-ministro escreveu em rede social um dia depois de prestar depoimento em Curitiba

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O ex-ministro da Justiça Sergio Moro, se demite e acusa interferência política na PF. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

“Há lealdades maiores do que as pessoais”, afirmou o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro na manhã deste domingo, 3, em rede social, um dia após ser chamado de “Judas” pelo presidente Jair Bolsonaro e depor na Polícia Federal, em Curitiba.

O ex-juiz da Lava Jato concluiu na noite de sábado, 2, o depoimento de mais de oito horas no inquérito que apura suas acusações contra Bolsonaro por interferência política na PF.

Na manhã de sábado, Bolsonaro publicou um vídeo sobre as suspeitas em relação ao mandante da facada que levou na campanha de 2018. “Os mandantes estão em Brasília?”, escreveu. “O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?”, disse Bolsonaro, citando o depoimento que Moro prestaria à Polícia Federal sobre as acusações que fez contra o presidente ao sair do Executivo.

Ao se demitir do governo, no dia 24 de abril, Moro acusou Bolsonaro de trocar o comando da PF para obter informações e relatórios sigilosos de investigações. O Planalto se preocupa com o andamento de inquéritos que apuram esquemas de divulgação de ‘fake news’ e financiamento de atos antidemocráticos realizados em abril, em Brasília.

O inquérito em que o ex-ministro prestou depoimento foi aberto a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e corre sob relatoria do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF). Tanto Moro quanto Bolsonaro são investigados. O ex-ministro é investigado por suposta denunciação caluniosa e crime contra a honra.

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