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José Maurício de Barcellos

Perfídia

Será já amanhã! Preocupado com os pesados encargos do dia seguinte, assim suspirou o Cardeal Rufo, arcebispo de Óstia e deão do Sacro Colégio, se dirigindo ao colega Cardeal Gonzaga de Castro, bispo de Albano, camerlengo e ao Cardeal de Montmorency, bispo de Palestrina, ao serem abertas as cortinas da magnífica peça teatral “A Ceia dos Cardeais”, obra prima de Júlio Dantas escrita por volta de 1902, que revela, com encanto, as surpreendentes confidências acerca de ingênuos amores na infância, vividos por aqueles três velhos príncipes da Igreja, trocadas ao cear no Vaticano, em Roma, durante o pontificado de Bento XIV, no século XVIII.

Por vezes, também exausto – tal como o cardeal espanhol se deixou ver ao abrir aquela cena – então pergunto à nossa gente: será já amanhã? Será que não basta? Será que não é chegada a hora da Nação Brasileira decidir que o amanhã finalmente chegou? Que o futuro é hoje, que a luta é agora, posto que em definitivo seja certo que os verdadeiros patriotas não se renderão à sanha ou à cólera dos inimigos desta Pátria Verde e Amarela? Sem dúvida, a hora é esta!

Todas as demonstrações que são cravadas nas almas dos cidadãos do bem dizem para quem tenha um pouco de patriotismo nas veias, que o tempo do amanhã chegou. Enquanto formos tolerantes e complacentes a esquerda delinquente vai avançar. Após o basta que demos nas urnas em 2018, fomos para as ruas, obstinadamente, reafirmar nossa disposição de não permitir o retorno do Brasil ao social-comunismo.

Já autorizamos o 1º Mandatário do País e as nossas Forças Armadas a colocarem o Brasil nos eixos. Não tenho a menor dúvida de que vai acontecer. É inevitável, mas está demorando demais. Está na hora Senhor Presidente! Está na hora Senhor Presidente! Gritava na Avenida Paulista, em São Paulo, apinhada de brasileiros um destemido orador, há uns dias atrás. Uníssono o povão respondia com bravura e convicção: “eu autorizo, eu autorizo, eu autorizo”. Nunca vi nada igual, nem sobre algo semelhante antes se escreveu na história deste País.

Depois do muito que esta sociedade sofreu pelo roubo praticado, pela corrupção endêmica implantada, desenvolvida e disseminada, destruindo o País social, moral e economicamente, no que me diz respeito, ainda que algum dia tivesse me iludido com a corja vermelha, acho que somente colocaria a cara fora de casa para caçar aquela gente do mal, sem trégua alguma. Falo assim porque bem sei que são justos os ex-socialistas de FHC; os ex-comunistas do “pecebão”; os ex-lulistas; os ex-dilmistas, et caterva que se tornaram os mais ferrenhos críticos à “Nova Ordem Brasileira” ou àqueles que estão suando sangue para tirar o País da lama.

Eu tenho uma explicação para a posição daquela esquerda suicida. Penso que isto acontece porque nestes novos tempos, a rigor, todos sem exceção, ou seja, os “Contras” perderam ou viram ser-lhes subtraída uma vantagem qualquer, uma benesse há muito incorporada para si ou para alguém dos seus. Não há outra justificativa. Para bem dizer aqueles críticos dos infernos têm mesmo é saudade do tempo “do roubo”, “do me locupleto” e assim “deixo também que roubem sem parar” e, por isso mesmo, amargam todo dia o sucesso do Capitão e de sua equipe.

Quando o Presidente dá uma trancada num “jornazista” safado que o desrespeita, o humilha e o desafia; quando a equipe de governo mostra serviço através de grandes realizações ou quando revela mais uma roubalheira na máquina pública; quando uma trama sórdida ou uma difamação doente é desmascarada pela verdade ainda que tardia; quando Bolsonaro dá demonstrações descomunais de popularidade por onde vai e passa; quando as armadilhas, as traições, as vinditas e o insano ressentimento do lado negro do STF e do Congresso acabam ridicularizados, acho que o rancor dos vermelhos os corrói e os corrói tanto que não sei como sobrevivem, ou melhor, sei sim: se vingam no povo que lhes tem o mais profundo desprezo. Assim procedem, mas é pérfido. Mais pérfido é ainda quando, se valendo de efêmeras posições de mando ou de um poder que os privilegia, faltam à fé jurada ou são desleais e traidores.

Avalie a ira de um Lula em relação a Bolsonaro que, tendo ele gasto centenas de milhões para os Mandarins do STF o libertarem da cadeia, mesmo assim não pode ir a uma esquina para comprar um pão com o medo do tal: “Lula ladrão seu lugar é na prisão” gritado pelas multidões. Isto o desespera, mas não só ao Ogro, machuca também a petralhada que vê escorrer, por entre seus dedos, sua derradeira chance de continuar a lesar o erário. É justo por essas causas que guardam no peito a maldita vontade de verem a gente brasileira “venezuelada”. Somente pode ser isso mesmo, mas é pérfido.

Dimensione o caro leitor o constante desespero das quadrilhas dos FHC’s, dos Ciros, dos Boulos, da turma do PCCSOL, que toda semana veem Bolsonaro nas ruas e nas praças com o povo enlouquecido de alegria a sua volta, tanto quanto o pavor da extrema imprensa e de seus vassalos se reunindo, às pressas, para inventar mais uma maneira de destruir o único grande líder popular que jamais o Brasil viu nascer tão somente do coração de nossa gente, deste a Proclamação da República. Posto que não consigam matá-lo todo dia, se vingam no povo que, no peito e na raça, o vai mantendo em sua cadeira. É o que fazem, mas é pérfido!

Pérfidos são os 11 do STF que cuspiram na honra do País libertando o “Ogro de Garanhuns”. Pérfido é um Mandarim daqueles quando, por puro ódio, paralisa a construção de uma ferrovia (FERROGRÃO) que vai alavancar, como nunca, a economia do Brasil, tirando da indigência milhões de trabalhadores brasileiros e, também, por exemplo: i) quando se alia às organizações criminosas e ao tráfico de drogas para protegê-las das forças da segurança pública porque bem sabe que nas favelas o pobre cidadão e as suas famílias estão sendo estupradas e mortas, de manhã, à tarde e à noite e ii) quando autoriza governadores e prefeitos a mandarem espancar, em público, o mendicante trabalhador que, no final do dia, precisa levar para sua casa o pão nosso que arranca com as mãos, debaixo de sol e chuva, nas ruas das cidades. Por que todos se vingam, desta forma, do Presidente que detestam? Por que não peitam o homem? Por que não tentam prendê-lo ou o apeá-lo do poder diretamente? É porque são pérfidos, aqueles manganões.

Mais do que pérfidos são cruéis e covardes porque, enquanto tentam levar a Nação ao desespero e ao caos, com a mão do gato lutam para desestabilizar a República e para disseminar em seu meio a cizânia, como agora fez o ex-cabo eleitoral da “Anta Guerrilheira”, o Mandarim Carmem Miranda de que fala Roberto Jefferson, que anda apregoando por aí que Bolsonaro está na iminência de dar um golpe de Estado e, escondendo todo seu ressentimento por conta do apoio popular ao Presidente acusa levianamente, com seu palavreado viscoso e empolado, o povão de atentar contra a democracia, porque quer porque quer manter um sistema eleitoral venal e viciado.

Aquela canalhada tem horror a eleições limpas e, por fim, se me permitem invocar o pensamento do moralista francês Jean M. de La Bruyère (1645/1696), grande ensaísta, escritor e advogado católico, autor da Les Caractères ou les Moeurs de ce siècle, digo que a perfídia daquela gente revela, por inteiro, a mentira e a deslealdade às quais se resumem suas personalidades que, por conta de uma ideologia espúria, nem coram ao trair o povo de sua Pátria. Contra essa gente vamos lutando!

Jose Mauricio de Barcellos ex- Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. E-mail: bppconsultores@uol.com.br.