Opinião

Devolvam o verdadeiro futebol brasileiro

acessibilidade:

O futebol brasileiro foi desmistificado faz décadas. Não tem sentido um jogador fazer as obrigações táticas que hoje os treinadores pedem, um lateral marcar e apoiar é duplamente cansativo.

Um centro avante voltar na marcação até sua própria área não tem sentido, os biotipos padrões e exigidos nada tem haver com um jogador de futebol.

Um dos maiores craques do futebol mundial, o saudoso Mané Garrincha, do Botafogo e da Seleção Brasileira, assim como o ponta Wilton, do Fluminense da década de 70 e outros tantos teriam dificuldade de aceitação pela estatura mediana.

Para que um centro avante se não temos pontas, para que jogar com três zagueiros e ter no apoio dois laterais, que aliás não marcam e nem apoiam com qualidade, pra que essa correria desgovernada e conceitos táticos que mais servem para jogadores de futebol americano que jogadores de futebol ?

Garrinchas e Pelés temos muitos e espalhados por esse Brasil e teremos sempre. O futebol brasileiro mudou pra pior taticamente e essa aberração foi implantada por pseudos treinadores de futebol lá no final dos anos 70 e se fez padrão nos dias de hoje.

Temos a melhor matéria prima e vamos sempre ter, porém não temos mais o conceito genuíno de comportamento tático que jogávamos antes.

Paulo Xavier batendo bola na praia, no Rio.

Os goleiros têm que ter dois metros de altura, assim como para todos os demais atletas, o técnico tem que ser professor e um currículo de intelectual, pode ser até um intelectual da ralé mas tem que ter uma patente.

Além disso, o jogador de futebol da atualidade sem empresário não passa da várzea. Aqui no submundo a única coisa que tínhamos de invejável era a simplicidade do futebol e das pessoas que nele estavam.

Paulo Roberto Xavier, 62, atualmente preparador de goleiros na empresa Gol de Placa, Escola de Futebol, nasceu em Volta Redonda (RJ) e atuou profissionalmente durante em clubes dos Estados Unidos. É irmão de Wilton, ex-ponta-direita do Fluminense nos anos 1970. Seu pai, Eurydice Xavier foi centro-avante do Atlético Mineiro na época do ídolo e goleiro Cafunga.

Reportar Erro