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Gelio Fregapani

A união faz a força

O mundo aspira a paz, mas todas as nações em algum momento de sua vida deveu sua existência a alguma guerra, a algum grande conflito o espaço que hoje dominam, certamente foi tomado de algum outro povo. O mundo é um lugar onde o eterno choque de interesses faz com que a Política seja a continuação da Guerra e a Guerra da Política. O perigo se avulta para os países que dispõem de riquezas, mas não de poder para lhes assegurar a posse. Assinale-se que o “poder” não se resume a força existente ou potencial, mas é multiplicado pelo fator “Vontade”; sendo esta sensivelmente menor do que a unanimidade a efetividade do poder será menor do que o potencial e sendo a “vontade”  nula ou quase nula, de nada valerá  força existente nem a potencial.

Para existir uma “vontade nacional” é necessário união. A História nos mostra que nações divididas são as vulneráveis e sendo ricas em recursos naturais estão num caminho perigoso. É impossível deixar de reconhecer certa semelhança com a situação que vivemos.

Em uma fria análise de nossa História recente reconhecemos que só conseguimos conservar (nominalmente) a nossa imensa herança entregando o aproveitamento das riquezas naturais a algum país poderoso, que em defesa de seu monopólio manteve os concorrentes a distância. Assim, ainda acontece no tabuleiro geopolítico, mas mesmo para se equilibrar entre superpotências hostis é necessário ter poder e vontade, coisa impossível se estivermos desunidos e é assim que estamos, sendo a causa desta desunião a insistência de um grupo em impor seus ideais socioeconômicos e a aversão à esses ideais por grande parte da população.

Em 64 estivemos desunidos pelos mesmos motivos, mas a simples perspectiva de comunização foi suficiente para revoltar a população e o Exército se recusou a defender o presidente esquerdista e forçou a união, a manu militari com o apoio da população e essa duas décadas de união deu ao nosso País um poder que não tínhamos desde o final do Império. Isto durou até que as divisões internas do Governo abriram o caminho para um esquerdismo que se apresentava de forma mais branda, dando esperança de unir novamente o País, mas que durou pouco, chafurdando num nível de corrupção, nunca visto antes, o esquerdismo foi radicalizando e dividindo o nosso povo em segmentos antagônicos de negros contra brancos, de índios contra não índios e como preconiza sua doutrina incentivou a luta de classes e claro, entre dirigentes e funcionários, deixando o Brasil tão cheio de conflitos internos que  não mais conseguia reagir a ofensas nem ao roubo de uma refinaria inteira.

Como seria de se esperar, assim que apareceu um candidato que não compactuava com as corrupções nem com as radicalizações ele obteve uma votação tão massiva que nem as fraudes conseguiram abafar, mas os postos de governo estavam de tal forma equipados por opositores radicais que tornavam impossível governar.

Os opositores em funções oficiais usam de todos os meios para impedir o País de se unir e quanto mais alta a posição deles mais deletérios se tornam como os ministros do STF que, visando implantar o caos, se especializam em proteger bandidos, amparados por uma interpretação distorcida de uma legislação já por si mesmo inadequada. É impossível governar nessa situação e a população apela para as Forças Armadas, paradoxalmente, em vão até agora.

Chegamos a uma situação que não pode continuar: com governadores sonhando com o lado esquerdista contrariando a opinião geral expressa nas eleições de 2018, com os presidentes da Câmara e do Senado usando de seus cargos para impedir que o Brasil melhore e com o banditismo grassando no País, protegido pelo STF, bastaria uma faísca para estourar o barril de pólvora, mas talvez não seja assim, pois a oposição esquerdista foi muito bem sucedida na utilização da “pandemia” do corona vírus para acovardar a população tendo conseguido submeter  as massas a rigores raramente conseguidos pelas ditaduras mais rigorosas. Sim, acovardamo-nos e o acovardamento atual dá continuidade as campanhas desarmamentistas quando o governo esquerdista aconselhava a não resistência aos assaltos porque a vida seria mais importante até do que a honra. Enquanto isto o novo presidente do EUA nos ameaça de intervenção, ao mesmo tempo em que a China ampara os governadores que fazem oposição ao nosso Governo Federal. Ambos os predadores hegemônicos sabem que o povo brasileiro está condicionado a não resistir e que podem disputar entre si as nossas riquezas naturais e pior, se fizerem um acordo entre eles o nosso potencial de enfrentamento estará comprometido pela desunião e o nosso “fator vontade” de resistir, próximo de zero.

Entretanto, os que contam com esse cenário como sendo inevitável estão enganados pois a indignação popular só cresce e dificilmente será contida. O episódio de Buzios serve de alerta; ou serão defenestrados civilizadamente os ministros do STF e outros traidores sob a liderança do Presidente usando as Forças Armadas com base no artigo 142 ou tenderemos a uma explosão popular onde ninguém poderá garantir como acabará. O que parece certo é que o mecanismo que procura dividir o nosso País está com os dias contados.

É a união que faz a força e a força que faz o triunfo!

Uma vez unidos jogaremos como um importante player no xadrez mundial, defendendo nossos próprios interesses.