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Segura e transparente

TSE exalta que 63,7% dos brasileiros confiam na urna eletrônica

Corte Eleitoral divulga levantamento da CNT que ouviu eleitores em 25 estados

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Urna eletrônica brasileira - Foto: Roberto Jayme/Ascom TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exaltou nesta terça-feira (13) os dados de uma pesquisa de opinião que atesta que a maioria dos brasileiros confiam e têm segurança no atual sistema eletrônico de votação. Segundo o levantamento citado, a pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgada na última semana, 63,7% da população brasileira acredita que o modelo das urnas eletrônicas brasileiras é transparente e seguro.

Para a coleta de dados, os pesquisadores da entidade ouviram 2.022 pessoas entre os dias 1 e 3 de julho, em 137 cidades de 25 Unidades da Federação. Segundo a Confederação, a pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela CNT e realizada pelo Instituto de Pesquisa MDA.

O TSE destaca que a entidade é uma das três maiores fontes de divulgação de pesquisas do Brasil, e é conhecida pela tecnicidade e metodologia consolidada. O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, destaca a importância dos dados do levantamento, que é realizado pela Confederação desde 1998.

“A Pesquisa CNT de Opinião se consolidou como uma das mais tradicionais e importantes de nosso país. Ao desenvolvê-la, a CNT oferece à sociedade elementos concretos e mensuráveis de análise que permitem uma compreensão mais aprofundada das situações empresarial, social, econômica e política. Assim, o levantamento consiste em uma grande contribuição dos transportadores para que se possa melhor planejar e construir o futuro do Brasil”, informou.

O relatório da pesquisa também abordou outros assuntos relacionados a intenções de votos para as próximas eleições, preferências sobre interesse na política e democracia. Além disso, apontou que 45,5% dos entrevistados já tiveram a experiência de votar com cédulas de papel, sendo que 76,2% dessas pessoas demonstraram que o antigo modelo gerava desconfiança ou nenhuma confiança na apuração dos resultados.

Ministro Roberto Barroso durante sessão do STF, segurando uma caneta de cor laranja

Ministro Roberto Barroso durante sessão do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Segurança e transparência 

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, defende o atual processo eletrônico de votação e pontua inconvenientes que poderiam surgir com a impressão do voto.

A cada pleito eleitoral, o TSE atualiza e reforça a segurança das urnas eletrônicas. Partidos políticos, órgãos do poder público e entidades da sociedade civil são convidados a acompanhar e fiscalizar a tecnologia. Além disso, especialistas em segurança da informação são chamados a tentar invadir o sistema. Se for constatada alguma falha, os especialistas da Justiça Eleitoral devem corrigir.

“As pessoas têm que compreender que a urna eletrônica veio para acabar com fraudes. A urna tem um sistema auditável do início ao fim. É um equipamento à prova de hackers. O processo eleitoral e a urna eletrônica são coisas que estão dando certo no nosso país, e são um motivo de orgulho para todos. Fraude havia antes da implantação do voto eletrônico. Com a impressão, se tem mais chances de o voto ser fraudado, uma vez que pessoas manusearão os papéis e outros problemas. A cada dois anos, será necessário montar um grande esquema logístico para garantir o transporte e o armazenamento seguro dos votos dos 148 milhões de eleitores brasileiros, além do risco de judicialização das eleições”, defende Barroso.

História do sistema eletrônico de votação

A urna eletrônica foi adotada a partir das eleições de 1996 e 1998, em caráter experimental. Com o êxito, o processo eletrônico de votação passou a ser utilizado nacionalmente e em definitivo nas eleições de 2000, abandonando o voto nas cédulas de papel. A agilidade na divulgação do resultado e o fim das fraudes é o grande trunfo do modelo de votação vigente no país. Haja vista que a apuração anteriormente durava dias e até semanas, passou a ser concluída no mesmo dia da votação, além de extinguir as cédulas de papel, que permitiam a marcação posterior em votos originalmente em branco, ou eleitores votando no lugar de outros e até a contagem enviesada dos votos.

Segundo o ex-ministro do TSE, Carlos Velloso, que atuou na implantação do equipamento, o voto eletrônico foi uma grande revolução no processo eleitoral brasileiro, que foi criado com o objetivo principal de afastar a intervenção humana e, consequentemente, eliminar fraudes.

“Queríamos criar uma urna eletrônica, um pequeno computador que pudesse processar eletronicamente os votos, com rapidez, com a maior segurança, propiciando, então, uma apuração rápida. [Antigamente] eram eleições que não representavam a legitimidade do voto e a vontade do eleitor. As eleições eram feitas a bico de pena, com aproveitamento de votos em branco e outras fraudes”, destacou. (Com informações da Comunicação do TSE)

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