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Contrário à prisão de ex-ministro, MPF quer investigar suposta interferência

À filha, Ribeiro relata "pressentimento" do presidente: "eles podem querer atingi-lo através de mim"

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Ministro da Educação, Milton Ribeiro. Foto: Catarina Chaves/MEC
O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Foto: Catarina Chaves/MEC

O Ministério Público Federal pediu à Justiça que a investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro seja enviada para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o MPF, em pedido atendido pelo juiz Renato Borelli, da Justiça Federal de Brasília, a medida é necessária porque há indício de que o presidente Jair Bolsonaro pode ter interferido na investigação.

Inicialmente, o MP se pronunciou contra a prisão do ex-ministro.

O áudio amplamente divulgado na imprensa revela que Ribeiro, em conversa com a filha em 9 de junho, duas semanas antes da operação da Polícia Federal, disse que recebeu uma ligação de Bolsonaro. O presidente, relatou Ribeiro, teria dito ter um  “pressentimento” que “eles podem querer atingi-lo através de mim”. O ex-ministro explica ainda que “ele acha que vão fazer uma busca e apreensão…em casa”.

Com base nesse áudio, o MPF requereu que o processo subisse para o STF, onde já ganhou relator: a ministra Cármen Lúcia.

Este é o relato do ex-ministro, que vazou:

RIBEIRO: “A única coisa meio… hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”.

FAMILIAR: “Ele quer que você pare de mandar mensagens?”.

RIBEIRO: “Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né?”.

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