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Eleições autárquicas

Portugal: pesquisas erram feio e conservadores derrotam socialistas em Lisboa e Porto

Moedas venceu em Lisboa e Rui Moreira no Porto, as maiores cidades

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Carlos Moedas, candidato conservador que derrotou as pesquisas e os socialistas, em Lisboa - Foto: reprodução/TV.

Ao contrário do que indicavam as pesquisas, o candidato conservador Carlos Moedas (PSD) venceu e é o novo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que, no sistema parlamentarista, exercer as funções executivas prefeito.

Os institutos de pesquisa erraram feio, proclamando a vitória de Fernando Medina, candidato do Partido Socialista (PS) do primeiro-ministro António Costa.

Também no Porto, segunda maior cidade portuguesa, o conservador Rui Moreira voltou a vencer e permanecerá no cargo. Empresário e dirigente associativo, ele foi candidato independente, apoiado pela coligação de direita CDS-PP e pelo Iniciativa Liberal.

Rui Moreira, também conservador, foi reeleito no Porto.

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), um dos mais atrasados da Europa, reconheceu que os resultados ficaram “aquém dos objetivos”. Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda (BE), já descartou qualquer entendimento com partidos conservadores.

Ao fazer um balanço das eleições autárquicas de Portugal, realizadas neste domingo, o principal líder do PSD, Rui Rio, afirmou que o seu partido atingiu todos os resultados pretendidos.

Já o primeiro ministro António Costa preferiu destacar que o PS “continua a ser o maior partido autárquico nacional” apesar da pesada derrota em Lisboa.

O novo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou que Lisboa quis mudança. “Estamos prontos, estamos prontos, Lisboa! Vamos conseguir mudar Lisboa e foi esse o meu sonho”, disse ele, para depois pedir aos mais novos que sonhem com o futuro em Lisboa. “Apostei tudo numa única esperança, que a política está a mudar e quer políticos diferentes. É essa diferença que nos fez ganhar.”

Carlos Moedas em campanha à frente da faixa que ironizava o rival socialista – Foto: António Pedro Santos/Lusa.