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Biden desobriga hospitais dos EUA de registrar mortes diárias por covid

Normas foram alteradas sem alarde na imprensa no dia 6, aniversário da invasão do Capitólio

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Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: UN Photo/Ariana Lindquist
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: UN Photo/Ariana Lindquist

O governo dos Estados Unidos alterou as normas para os registros hospitalares requeridos pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, em inglês), o Ministério da Saúde de lá, durante a pandemia da Covid. O documento de 6 de janeiro de 2022, aniversário da invasão do Congresso, promove dezenas de mudanças em relação ao documento original, de maio de 2020. Uma das mudanças realizada pela administração Joe Biden é a desobrigação do registro diário de mortes por covid identificadas nos hospitais, mas também chama atenção as novas obrigações sobre a inclusão de dados pediátricos.

Desde o início da pandemia, hospitais dos EUA são obrigados a manter diversos dados atulizados no sistema do HHS. As normas criadas em 27 maio de 2020 exigem, por exemplo, que hospitais atualizem diariamente o estoque de remédios e insumos médicos, como máscaras e luvas. Cada item tem um campo específico no formulário que hospitais preenchem diariamente para abastecer o sistema federal.

Lista das alterações promovidas pelo governo americano nos registros hospitalares. ‘Mortes por Covid-19 da Véspera’ em destaque. Foto: Diário do Poder

Mortes, enfermeiros, remédios…

No último dia 6, enquanto toda a imprensa lá (e cá) estava entretida com o aniversário da invasão do Congresso americano, foi promovida a primeira mudança desde a publicação do documento original. O ‘Apêndice A’ do documento lista as alterações: oito novos campos de informação, sendo seis relacionados ao tratamento pediátrico nos hospitais, três campos sobre dados da influenza se tornaram obrigatórios e outros 44 campos foram retirados pelo governo.

Assim como o registro de mortes, a atualização do estoque e uso da droga remdesivir e a ‘habilidade de compra’ de luvas, por exemplo, não são mais exigências diárias do HHS. Também não interessa mais ao governo Biden o aviso de “falta crítica de profissionais”, outro campo removido. Coincidentemente, dias depois, o sindicato de enfermeiros promoveu um ato nacional para criticar o governo, além de um dia de greve.

Interesse por dados pediátricos

A maior parte dos novos dados exigdos pelo órgão federal responsável pela saúde nos EUA trata sobre pacientes pediátricos. Agora o governo federal americano quer atualizações diárias sobre o quantitativo de crianças com covid, a quantidade e ocupação de leitos pediátricos e leitos de UTI pediátrica, além do dado – por idade – sobre hospitalização de pacientes com covid confirmada em laboratório. O envio dos novos dados pediátricos ao HHS serão obrigatórios para os hospitais norte-americanos a partir do próximo dia 2 de fevereiro.

 

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