Bi-campeão olímpico em Tóquio

Seleção é ouro no futebol e Brasil tem recorde de medalhas

Seleção bateu a Espanha em jogo difícil, vencido por 2 a 1 na prorrogação

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Malcom comemora gol do ouro da Olimpíada de Tóquio 2020 para o Brasil. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Em jogo um bastante disputado contra a Espanha, o Brasil conquistou seu bi-campeonato olímpico, conquistando a medalha de ouro das Olimpíadas de Tóquio, na manhã deste sábado (7). O gol da vitória por 2 a 1 só veio no segundo tempo da prorrogação, marcado por Malcom, após uma partida tensa que teve pênalti perdido por Richarlison, e placar aberto por Matheus Cunha. Com esta que é a sétima medalha de ouro para brasileiros em Tóquio, o Brasil alcança um patamar recorde na história das olimpíadas, com 19 medalhas, sendo sete de ouro, quatro de prata e 8 de bronze, até agora.

A conquista começou em um jogo equilibrado, no estádio de Yokohama, palco de outra grande conquista da seleção brasileira: o pentacampeonato mundial em 2002.  Aos 37, o VAR entrou em ação. Após jogada imprudente do goleiro espanhol em cima de Matheus Cunha, o árbitro marcou pênalti para o Brasil. Richarlison pegou a bola, mas isolou a cobrança.

Quando o primeiro tempo se encaminhava para o fim, Daniel Alves evitou a saída de bola na linha de fundo, após cruzamento de Claudinho, e Matheus Cunha, entre os zagueiros, finalizou para abrir o placar.

No segundo tempo, a Espanha deu o troco e chegou ao empate com Mikel Oyarzabal, em cruzamento vindo do lado esquerdo da defesa brasileira, nas costas de Daniel Alves. O gol do adversário aconteceu logo após o Brasil ter criado boa chance com Matheus Cunha deixando Richarlison de frente para o gol, mas o chute parou no travessão.

Após o empate espanhol, o cenário do jogo mudou completamente. Com dificuldades na armação de jogadas, o Brasil viu a Espanha mandar duas bolas no travessão. Primeiro com Soler, em cruzamento que quase encobriu o goleiro Santos, e depois com o atacante Bryan Gil. Mas o empate persistiu após 90 minutos.

Para evitar os pênaltis, como havia ocorrido nas semifinais contra o México, o Brasil voltou com uma postura diferente e novos jogadores. Entre eles, o atacante Malcom. No início do segundo tempo, após belo lançamento de Antony, o jogador do Zenit São Petersburgo (Rússia) invadiu a área e tirou do goleiro para garantir a medalha de ouro.

Esta foi a terceira final olímpica consecutiva da seleção masculina. Em Londres 2012, a equipe perdeu a decisão para o México, por 2 x 1; já no Rio 2016, vitória nos pênaltis sobre a Alemanha, após 1 x 1 no tempo regulamentar. Apesar do pênalti perdido no jogo de hoje, Richarlison terminou a competição como artilheiro: cinco gols em seis jogos. (Com informações do COB)