Áudios vetados

Moraes chama de ‘inverídicos’ áudios da PF com bandidão Marcola apoiando Lula

Informação publicada em O Antagonista reproduz áudios gravados pela PF

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Marcos Camachop, o "Marcola", fundador do "PCC" e considerado o bandido mais perigoso do Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a divulgação de gravações da Polícia Federal em que Marcos Camacho, o “Marcola”, considerado o bandido nº 1 do Brasil, declara apoio ao ex-presidente Lula (PT) nestas eleições. O ministro chamou os áudios da PF e suas transcrições de “inverídicos”. Não se conhece laudo pericial atestando que as gravações são falsas.

A informação foi publicada no site O Antagonista, na noite deste sábado (1º), e faz lembrar de outra denúncia recente de envolvimento do petista com o “PCC”, organização criminosa criada por Marcola. As denúncias surgiram em depoimento à Polícia Federal de Marcos Valério, ex-tesoureiro do escândalo do mensalão do governo Lula. Apesar de Valério aparecer em vídeo da PF apontando ligações de Lula ao PCC, o ministro também censurou sua divulgação.

O bandido mais perigoso do Brasil passou a ser monitorado pela PF, por ordem judicial, em gravações ambientais e do parlatório, na penitenciária de segurança máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, perto de Brasília, na investigação de um plano audacioso para seu “resgate”. As investigações resultaram na Operação Anjos da Guarda, que transferiu Marcola para a penitenciária de segurança máxima de Porto Velho (RO).

Nessas gravações aparecem as declarações de apoio a Lula durante conversa interceptada pela Polícia Federal, sob ordem judicial, com seus comparsas Cláudio Barbará Silva e Esdras Augusto do Nascimento Júnior. “Se colocar um do lado do outro, o Lula é melhor que ele para nós”, comparou o bandido.

Na conversa gravada e transcrita em relatório da PF, Marcola recomenda queé melhor o Lula no poder, mesmo ele sendo um pilantra e um zero à esquerda, que o Bolsonaro, porque ele é muito ligado com as polícias e a milícia”.