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Mesmo em crise, produção brasileira de veículos evolui e cresce em abril

Em números, abril foi o melhor mês do ano, até agora, mesmo com dois feriados prolongados e menos dias úteis

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Linha de produção Renault e São José dos Pinhais (PR).
Mesmo em crise, produção brasileira de veículos evolui e cresce em abril. Foto: Renault.

No último mês, o Brasil produziu, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 185,4 mil veículos, o melhor número para um mês até o momento no ano, mesmo com dois feriados prolongados e dias úteis a menos, sem falar em toda a crise de componentes, em especial os semicondutores. 

Abril foi 0,4% melhor que março, quando foram produzidas 184,8 mil unidades, e isso com três dias úteis a menos, sem contar os prolongamentos dos feriados. Na comparação com o mesmo período de 2021, houve uma redução de 2,9% (190,9 mil), quando a crise dos semicondutores ainda não havia começado. 

No acumulado, a redução ainda é grande, de 13,6%. No primeiro quadrimestre do ano, 681,6 mil unidades saíram das linhas de produção brasileiras, contra 788,7 mil do mesmo período de 2021. 

Um dado importante, todo no azul, é o das exportações. Em abril, 44,8 mil veículos saíram do país em direção a outros mercados, alta de 15,2% em relação a março (38,9 mil) e de incríveis 32,3% comparado com o mesmo mês de 2021 (33,9 mil). No acumulado, o crescimento é de 17,9% (152,9 mil contra 129,6 mil). 

Já entre os caminhões, os números não foram bons em abril. Com 9,5 mil unidades produzidas, o mês foi 29,9% inferior a março (13,5 mil) e 27,6% em relação ao mesmo mês de 2021 (13,1 mil). O acumulado apresenta queda de 5% (43,9 mil contra 46,2 mil). 

“Poderíamos ter resultados de vendas ainda melhores se não fosse a persistente limitação de oferta provocada pela crise dos semicondutores. Apesar da inflação e da alta dos juros, ainda identificamos uma demanda reprimida de clientes particulares e sobretudo de locadoras, e os bons números de venda deste início de maio são indicadores dessa tendência. Esperamos que a situação da oferta comece a melhorar em meados do ano”, afirma Márcio de Lima Leite, recém empossado como presidente da Anfavea.

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