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Corrupção no Rio

STJ afasta Witzel do governo e prende Pastor Everaldo, presidente do PSC

Ministro prende três e ordena buscas contra presidente da Alerj e o desembargador do TJRJ

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Agentes da Polícia Federal chegam mais uma vez ao Palácio Laranjeiras, residência oficial do governasdor do Rio de Janeiro - Foto: reprodução da TV Globo.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (foto à esq.), foi afastado do cargo por 180 dias, segundo determinação do minisro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta sexta-feira (28), na sequência de investigações de corrupção razão em contratos da Secretaria de Saúde.

Assumirá o governo o vice Cláudio Castro, um obscuro ex-vereador escolhido por Witrzel para ser seu companheiro de chapa, em 2018. Castro também está entre os alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta sexta-feira.

No total, são cumpridos 17 mandados de prisão e 72 de busca e apreensão.

Também foi determinada a prisão do Pastor Everaldo, presidente do PSC, ao qual Witzel é filiado, do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Luiz Tristão e do ex-prefeito de Volta Redonda Sebastião Gothardo Netto, que é médico.

O ministro do STJ expediu mandados de busca e apreensão contra a primeira-dama Helena Witzel e o deputado André Ceciliano (PT),  presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o Palácio Laranjeiras e o desembargador Marcos Pinto da Cruz, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

O afastamento do governo, as prisões e os alvos dos mandados de busca, como o desembargador Marcos Pinto da Cruz e do presidente da Alerj, André Ceciliano, sugerem o desmantelamento de esquema de corrupção para tentar beneficiar

Witzel enfrenta processo de impeachment, na Alerj, e está no centro das investigações da Operação Placebo, que apura corrupção ma aquisição de materiais para o combate à pandemia de coronavírus.

Em maio, ele e sua mulher Helena foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal, também determinados pelo STJ.

As investigações se concentravam na contratação de uma organização social de sigla Iabas, emergencialmente por R$835 milhões para construir e administrar sete hospitais de campanha.

Alvo de buscas, o deputado André Ceciliano é mais um presidente da Assembleia do Rio e mais um petista suspeito de corrupção.