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Vacina desenvolvida pela Pfizer apresenta eficácia de 90% contra Covid-19

Farmacêutica confirma os bons resultados nesta segunda-feira, "um grande dia para a ciência e para a humanidade"

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Mais de 24% da população do Distrito Federal recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Foto: Getty Image

A vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com o laboratório alemão BioNTech apresentou mais de 90% de eficácia, anunciaram as empresas nesta segunda-feira (9).

O resultado é animador e supera a margem de segurança até então esperada pela ciência de 75% de eficácia. Anthony Fauci, médico e conselheiro da Casa Branca, anunciou anteriormente que seriam admitidas vacinas que demonstrassem eficácia de 50% a 60%.

As análises partiram de testes clínicos realizados com 43.538 voluntários, dos quais 94 tiveram diagnóstico positivado para a Covid-19. O grupo de participantes foi divido em dois, aqueles que receberam a dose do imunizante e os que receberam placebo.

A vacinação ocorreu em etapas, sendo administradas duas doses vacinais. Os indivíduos que tomaram a vacina responderam ao tratamento com mais de 90% de sucesso após a segunda dose do imunizante. O resultado foi comprovado por um comitê independente externo que avalia o desenvolvimento de vacinas.

Com o resultado positivo informado pela farmacêutica, as ações norte-americanas amanheceram em alta. A Dow Jones subiu mais de 1,4 mil pontos.

Albert Bourla, CEO da Pfizer, disse em um comunicado que o resultado encontrado nesta terceira fase de testes fornece indícios suficientes que garantem a eficácia da vacina.

“Estamos um passo significativo mais próximos de fornecer às pessoas de todo o mundo uma inovação muito necessária para ajudar a pôr fim a esta crise de saúde global. Esperamos compartilhar dados adicionais de eficácia e segurança gerados por milhares de participantes nas próximas semanas”, diz Bourla.

De acordo com a Pfizer e a BioNTech, 42% dos participantes dos testes clínicos apresentam origem étnica e racial diversas e que em nenhuma das fases foi relatado algum problema sério de segurança.

As empresas devem apresentar às autoridades americanas um pedido para uso emergencial do imunizante ainda neste mês de novembro. A farmacêutica espera produzir até 50 milhões de doses em 2020 e outros 1,3 bilhão de doses no próximo ano.

O tempo de produção das vacinas é recorde, cientistas norte-americanos esperam que elas estejam disponíveis para uso da população ainda no primeiro semestre de 2021. Considera-se o prazo de 12 a 18 meses desde que as autoridades chinesas identificaram e mapearam a sequência genética do novo coronavírus.

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