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OMS não identifica origem animal pela contaminação da Covid-19 em Wuhan

Equipe da OMS trabalhou junto à equipe chinesa de órgão de saúde do país

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Foto: Agência Brasil/Reprodução

Equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) descartou a suspeita de que a contaminação do novo coronavírus tenha origem animal. O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Liang Wannian, “Não há identificação do vírus da Covid-19 em Wuhan antes de dezembro de 2019”.

A OMS e o órgão de saúde chinês trabalharam juntos no rastreamento da fonte da pandemia desde julho de 2020, segundo afirmou Wannian. Foram averiguados registros de pacientes em 33 instituições de saúde de Wuhan que apresentaram sintomas gripais antes do primeiro registro da Covid, em dezembro de 2019.

OMS e China

Em março de 2020, no início da pandemia do novo coronavírus, o vice-primeiro ministro japonês, Taro Aso, subiu o tom contra a relação da cúpula da OMS e do governo chinês. Na ocasião, Aso sugeriu que o organismo global deveria ser renomeada para “Organização Chinesa de Saúde”.

O vice-premiê alegou que em conluio com a China, a OMS abafou informações que poderiam ter evitado o alastramento da doença. “Desde o início, se a OMS não tivesse insistido no mundo que a China não tinha epidemia de pneumonia, todos teriam tomado precauções”, disse Aso.

Os Estados Unidos também acusaram a OMS pela escassa partilha de informações, em novembro passado. A suspeita de conchavo entre o organismo e o país asiático foi suscitada por Garrett Grisby, chefe do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.

“Os [termos de referência] não foram negociados de forma transparente com todos os estados-membros da OMS. Compreender as origens da Covid-19 por meio de uma investigação transparente e inclusiva é o que deve ser feito”, alertou Grisby em teleconferência.

 

 

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