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IFA geneticamente modificado

CNTBio garante biossegurança da vacina da Janssen contra a covid-19

Vacina possui insumo geneticamente modificado e precisou ser analisada por comissão do MCTI

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Ministro Marcos Pontes em reunião da CNTBio. Foto: Leonardo Marques SEAPC/MCTI

Em reunião realizada ontem (29), a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) atestou a biossegurança da vacina desenvolvida pelo laboratório Janssen – braço farmacêutico da Johnson & Johnson. O pedido de avaliação do imunizante foi submetido ao órgão colegiado por possuir Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) geneticamente modificado.

O presidente da CNTBio destacou que o processo com o pedido de análise pela comissão foi recebido há oito dias e que, nesse prazo, todo o trâmite foi concluído. “A gente conseguiu avaliar todo esse processo, comunicar com a empresa e fazer uma reunião, e nessa reunião a CTNBio aprovou por unanimidade que essa vacina é segura”, disse Paulo Barroso.

Com a aprovação da CTNBio, a análise da vacina segue para a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avaliará outros aspectos, como a eficácia da vacina contra o coronavírus.

“Hoje a gente avaliou uma nova vacina contra o coronavírus, é uma vacina produzida pela Janssen, uma vacina que não vai ser feita no Brasil, mas vai ser importada. A grande diferença dela a respeito das outras vacinas é que ela é de dose única, então se a gente tem 1 milhão de doses, são 1 milhão de pessoas imunizadas”, disse Paulo Barroso.

RedeVírus MCTI

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, ao parabenizar o trabalho da CTNBio/MCTI durante a reunião de análise da vacina desenvolvida pelo laboratório Janssen, destacou os eixos de atuação da RedeVírus MCTI, desde fevereiro de 2020.

Ele detalhou que os eixos são: primeiro, a compra de vacinas internacionais para uso em emergência para vacinar mais rápido a população; segundo eixo, desenvolvimento de vacinas nacionais – este ano a gente vai continuar o desenvolvimento de tecnologias e os testes clínicos das vacinas que estão mais adiantadas; e no terceiro ramo dessa estratégia ,o desenvolvimento do CT Vacinas como um Oxford nacional, de desenvolver rapidamente vacinas para as próximas pandemias.

“Possivelmente a gente vai ter o término ou a abertura da fase 3 dessas vacinas ainda esse ano e isso é muito importante para que a gente também colabore com as vacinas em 2021, ou seja, a estratégia prevê esse ano vacinas importadas, ano que vem vacinas completamente nacionais, isso gera empregos, gera possibilidades maiores para o país. […] Infelizmente é uma realidade, teremos que nos preparar para as próximas pandemias, e responder as necessidades que nós temos aqui no país com relação a doenças negligenciadas com a dengue e a zika, por exemplo”, disse o ministro.

Durante a reunião, o secretário de Pesquisa e Formação Científica, Marcelo Morales, fez uma apresentação dos trabalhos desenvolvidos pela RedeVírus MCTI, coordenada por ele e as ações do Ministério no combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus, para os cientistas que participavam da análise da vacina da Janssen pela CTNBio. (Com informações da Comunicação do MCTI)