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Poder feminino em Minas

Zema exalta ter mulheres em quase 40% do 1º escalão de seu governo

Elas chefiam cinco das 13 secretarias, enquanto em gestões anteriores as mulheres representavam de 5% a 29%

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Governador Romeu Zema homenageou mulheres que ocupam cargos de comando no Governo de Minas Gerais. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O fato de ter cinco das 13 secretarias do Governo de Minas Gerais comandadas por mulheres foi exaltado pelo governador Romeu Zema (Novo) como estratégia para alcançar mais resultados e mais qualidade nas políticas públicas para a população mineira. Elas representam 38,5% do secretariado. Os dados foram expostos na tarde de ontem (7), quando Zema reuniu as mulheres que ocupam cargos de liderança no Governo de Minas, iniciando as comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje (8).

O governador Romeu Zema disse que a valorização e ampliação da participação feminina em cargos de liderança é uma prioridade da sua gestão.

“Quanto mais heterogêneo o ambiente, melhor. Quando você tem apenas uma linha de pensamento, você agrega menos pontos de vistas, perspectivas. Quando você mescla e conta com mais mulheres nas diversas áreas de uma empresa ou da administração pública, você alcança mais resultados e mais qualidade”, afirmou o governador mineiro.

As mulheres do primeiro escalão do governo mineiro são: Ana Valentini (Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Elizabeth Jucá (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social), Julia Sant’Anna (Secretaria de Estado de Educação), Marília Carvalho de Melo (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), Luísa Cardoso Barreto (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão).

Além delas, Simone Deoud chefia a Ouvidoria-Geral do Estado de Minas Gerais (OGE/MG), órgão autônomo responsável por fiscalizar os serviços públicos estaduais prestados aos mineiros, a fim de aperfeiçoá-los.

Já no segundo escalão, Minas conta hoje com 54 cargos ativos de liderança, sendo 22 ocupados por mulheres e 32 por homens. Ou seja, quase 41% dos cargos são ocupados por mulheres, enquanto os homens estão em 59% deles.

Quase 41% dos cargos do segundo escalão são ocupados por mulheres no Governo de Minas. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

Carência no Legislativo

Zema ressaltou que a maior presença das mulheres no governo se deve ao mérito e à capacidade técnica. E destacou que ainda há muitos desafios, ao lembrar que a participação das mulheres no Legislativo mineiro, por exemplo, é muito pequena. Dos 77 parlamentares, apenas nove são mulheres. O mesmo acontece no Congresso Nacional.

“Esses números precisam crescer, pois a participação das mulheres na política é fundamental para a representatividade e bandeiras femininas. Vocês precisam e merecem ocupar mais espaço”, ressaltou.

Como comparação, no último ano do governo anterior (fevereiro de 2018) e no mesmo período de 2014, as mulheres representavam, respectivamente, só 5% e 29,4%.

Orgulho

É a primeira vez, em 130 anos de existência, que uma mulher está à frente da Secretaria de Agricultura. Durante seu relato, a secretária Ana Valentini afirmou ter grande orgulho de compor a equipe de governo. “Uma produtora rural do Cerrado mineiro, que lida com seca, chuva, granizo, prejuízos e que deixará como legado o apoio aos agricultores familiares do nosso estado”, afirmou.

Já a secretaria de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto, explicou que a atual gestão valoriza a participação da mulher simplesmente permitindo que a mulher ocupe seu espaço.

“É muito importante que tenhamos visões diferentes. Essa multiplicidade é importante para o governo e para a sociedade. A sociedade se beneficia muito quando temos um governo diverso. Essa é uma característica do governo que me traz muita alegria: perceber como é natural ser quem a gente é e ser reconhecida por isso”, disse Barreto.

Já a diretora-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH), Mila Costa, contou que ao passar por um rigoroso processo seletivo da Agência e ser aprovada teve a curiosidade de saber por que razão foi escolhida.

“Fiquei muito feliz quando descobri que fui selecionada porque era mulher e porque o meu currículo era o melhor. Fiquei tão orgulhosa porque são as duas coisas que tenho muita alegria de ser: mulher e pelo meu currículo, pois me dediquei muito aos estudos”, concluiu Mila Costa. (Com informações da Agência Minas)

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