Pacheco agora diz que recorrerá da decisão de Zanin
Em incomum ato de coragem, Pacheco diz que posição é de "antagonismo ao governo federal"
O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou que vai recorrer ainda hoje (26) da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que suspendeu a lei que prorrogou a desoneração da folha para 17 setores da economia e para municípios.
Mostrando incomum coragem e enfrentamento, Pacheco pontuou que a posição do parlamento é de antagonismo ao governo federal.
“O que nos gerou perplexidade e contrariedade no Congresso Nacional foi o posicionamento do governo federal”, disse Pacheco ao citar a dobradinha que fez com o governo Lula nesta semana ao votar temas de interesse do palácio e prorrogar derrotas iminentes, como o DPVAT.
Pacheco disse ainda esperar “que o Supremo decida com base na realidade” e lamentou o que chamou de “infeliz precipitação do governo Lula ao acionar a Justiça para barrar um assunto já discutido pelos parlamentares.
Mostrando uma certa irritabilidade, o presidente do Congresso falou em corte de gastos e empurrou a responsabilidade para o executivo federal.
“Qual a proposta de corte de gastos para equilibrar as contas públicas?”, questionou ao dizer que é hora de discutir corte de gastos.
Pacheco ainda chamou o recurso da Advocacia Geral da União de “petição catastrófica” e negou ilegalidade da lei aprovada já que há estimativa do impacto financeiro da medida.
O senador encerrou a coletiva dizendo que ainda não tinha falado com o presidente da Câmara, Arthur Lira, e que não consultou nenhum ministro do STF. Uma reunião de líderes também deve ser convocada para a próxima semana.