Sobrou até para religião

Há 14 meses e meio no poder, Lula ainda culpa Bolsonaro e imprensa

Com grande rejeição entre evangélicos, o petista acusou "uso da religião" para fins políticos

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Presidente Lula. Foto: Reprodução/Canal Gov
Presidente Lula. Foto: Reprodução/Canal Gov

Na abertura da reunião ministerial desta segunda-feira (18), o presidente Lula dedicou boa parte da fala, 14 meses e meio após tomar posse, para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro e a imprensa para justificar a má percepção que a população tem do governo.

Nosso primeiro ano foi um ano de recuperação. Todo mundo sabe que recuperar uma coisa estragada é mais difícil do que começar uma coisa nova. Todo mundo sabe a quantidade de obra que estava parada, as bolsas de pesquisas atrasadas”, disse Lula ao partir para o ataque.

Com grande rejeição entre evangélicos, o petista disse ainda que há uso da religião para fins políticos.

Um país em que a religião não seja instrumentalizada por partido político ou um governo. A gente não pode compreender a religião sendo manipulada da forma vil e baixa como está sendo usada nesse país”.

Lula chamou Bolsonaro de “covardão” e apelou para a tese de que o Brasil quase passou por um Golpe de Estado.

Hoje temos certeza de que o país correu sério risco de ter um golpe em função das eleições de 2022. E não teve golpe, não, só porque algumas pessoas não quiseram fazer, mas porque o presidente era um covardão”.

O presidente ainda deu alfinetadas na imprensa por supostamente não mostrar as realizações do governo. Em fala direcionada ao ministro Rui Costa (Casa Civil), Lula disparou:

Se as pessoas não falam bem da gente ou bem das coisas que a gente fez, é a gente que tem que falar”, disse ao seguir com críticas contra “determinados meios de comunicação e determinados editoriais”.

 

 

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