Mais Lidas

Democracia ampliada

Quatro municípios terão plebiscitos em votação extra neste domingo

Eleitores decidirão futuro de charretes, mudança de nome de cidades e eleição de conselheiros

acessibilidade:
Foto: Arquivo ABr

Neste domingo, além de votar para presidente da República, governador do Rio de Janeiro, senador, deputado federal e estadual, os 101 mil eleitores de Petrópolis (RJ) vão decidir o futuro das chamadas vitórias – charretes puxadas por cavalos que circulam pelo centro histórico da cidade, saindo do Museu Imperial. Paralelamente às eleições gerais, também ocorrem plebiscitos para a escolha de um Conselho Distrital em Fernando de Noronha (PE) e para a troca de nomes dos municípios de Augusto Severo (RN) e Fortaleza do Taboão (TO). E na data do segundo turno,  21 cidades vão às urnas escolher os prefeitos e vices.

Nas vésperas do primeiro turno, a polêmica tomou as redes sociais e as ruas de Petrópolis. Celebridades contrárias ao uso de cavalos neste tipo de transporte têm publicado mensagens defendendo a substituição dos animais por carros elétricos, como foi feito na Ilha de Paquetá. Os defensores do sistema atual divulgaram um vídeo em que uma mulher puxa a charrete, com cinco pessoas em cima, para mostrar que os cavalos não fazem um trabalho penoso.

Na votação para a escolha do Conselho Distrital de Fernando de Noronha (PE), serão eleitos os sete membros do órgão consultivo e de fiscalização local, cuja existência é prevista na Constituição de Pernambuco. O arquipélago tem 2.743 eleitores.

Em Augusto Severo (RN) e Fortaleza do Taboão (TO), os eleitores vão decidir sobre mudanças nos nomes dos dois municípios. Augusto Severo poderá se chamar Campo Grande. Já Fortaleza do Taboão pode passar a ser chamada de Tabocão. A votação extra acontece no fim, depois que o eleitor encerrar a digitação de seus votos para presidente da República, governador, senador (duas vagas), deputado federal e estadual.

Votação extra

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as urnas nesses locais foram preparadas para receber a votação extra. Para o primeiro turno, foram organizados cinco tipos distintos de eleições, o que exigiu a modulação do sistema da urna eletrônica pela Secretaria da Tecnologia da Informação (STI). O Programa de Múltiplas Eleições, desenvolvido pela STI, permite a programação da urna eletrônica com composições que variam conforme as exigências de cada votação.

No dia 28 de outubro, data do segundo turno, independentemente do resultado das eleições para presidente e para governador, os eleitores de 21 cidades vão às urnas escolher os prefeitos e vices. As eleições suplementares vão ocorrer nos municípios de Anamã e Novo Airão, no Amazonas; Aracoiaba e Croatá, no Ceará; Turvelândia, Planaltina, Davinópolis, Divinópolis de Goiás e Serranópolis, em Goiás; Bacabal, no Maranhão; Planalto da Serra, no Mato Grosso; Aperibé, Iguaba Grande, Laje do Muriaé e Mangaratiba, no Rio de Janeiro; Alpestre, no Rio Grande do Sul; Vidal Ramos, em  Santa Catarina; e Araras, Rincão, Monte Azul Paulista e Monguaguá, em São Paulo.

Conforme dados disponíveis no portal do TSE, de 2007 a 2017 foram realizadas no país 396 eleições suplementares para escolha de prefeitos e vices, além de duas para governadores e vices. Nesse período, o TSE destinou R$ 68,3 milhões para os pleitos extras, majoritariamente realizados porque os eleitos no período normal tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral. Neste ano, a verba para eleição extra é R$ 14 milhões.

O atual governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT), por exemplo, foi eleito em agosto do ano passado, depois que o TSE confirmou a cassação da chapa que comandava o estado, formada por José Melo (Pros) e Henrique Oliveira (SD), acusados de compra de votos nas eleições de 2014. Já o governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), foi eleito em junho deste ano em substituição a Marcelo Miranda (MDB) que teve o mandato cassado por abuso de poder econômico também no pleito de 2014. (Com informações da Agência Brasil)

Vídeos Relacionados