Denis Macedo

Prefeitura de Belford Roxo exonera secretário preso por desvio na merenda

A prefeitura da cidade nomeou Bruno Vinícius da Silva Oliveira para a vaga

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Denis de Souza macedo foi exonerado do cargo. (Foto: Rafael Barreto/PMBR)

O Diário Oficial de Belford ROXO de hoje (10) trouxe a exoneração de Denis de Souza Macedo do cargo de secretário de Educação. Denis foi preso nesta terça-feira (9) pela Polícia Federal (PF) na Operação Fames, deflagrada pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF), por supostos desvios de verba da merenda do município, que acabou sendo exonerado do cargo pelo prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (Republicanos).

A prefeitura de Belford Roxo designou a vaga para o farmacêutico Bruno Vinícius da Silva Oliveira.

Dinheiro desviado da merenda escolar

Denis de Souza Macedo é suspeito de ter desviado ao menos R$ 6.140.602,60 do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Ao longo da investigação, foi possível verificar que agentes públicos atuantes na Secretaria de Educação de Belford Roxo, em conluio com pessoas jurídicas fornecedoras de merenda escolar e seus dirigentes, desviaram recursos públicos originalmente destinados à aquisição de merendas escolares para as unidades de ensino do município”, informou a PF.

“As fraudes eram realizadas mediante sucessivos pagamentos superfaturados, baseados em documentação falsa e destinados a empresas que foram contratadas para fornecer a merenda”, detalhou a corporação.

A investigação revelou que o desvio dos recursos teria sido acompanhado do pagamento de vantagens indevidas, por parte das empresas fornecedoras de merenda, a agentes públicos do município de Belford Roxo, “os quais se valeram de mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores recebidos“.

Agentes em operação de busca e apreensão

Os agentes cumpriram 21 mandados de busca e apreensão , “de forma a coletar mais elementos que possam estabelecer o montante total dos valores desviados”.

Os crimes que os investigados podem responder são de documento falso, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.