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FOTO ENVIADA A ALUNO

Professor da Escola de Música de Brasília é acusado de pedofilia

CPI e Polícia Civil fizeram buscas em suposto caso de pedofilia

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Um professor da Escola de Música de Brasília foi alvo de mandado de busca e apreensão resultante de uma denúncia feita à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia da Câmara Legislativa do Distrito Federal pela mãe de um aluno. A determinação judicial foi cumprida por agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, na casa e no escritório do professor.

A mãe do aluno informou à CPI que o professor teria encaminhado um suposto material pornográfico para o menino de oito anos. E os agentes apreenderam tablets, celulares, computadores e pastas com documentos do professor suspeito, e o material será encaminhado para perícia.

Professor toca piano na EMB (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)Rodrigo Delmasso, que preside a CPI citou que praticamente uma criança por dia é explorada no DF. E informou que a mãe do aluno denunciou o caso a outros órgãos. “A mãe do aluno disse que o professor teria enviado ao filho dela uma foto do órgão genital masculino fantasiado de coelhinho da Páscoa. Dada a gravidade da denúncia, pedimos à Justiça para fazer uma operação de busca e apreensão”, disse o deputado distrital, em entrevista ao G1.

A Secretaria de Educação publicou nota em que confirmou a ação policial na Escola de Música e prometeu apurar a denúncia, por meio de um processo administrativo. “Embora a ação tenha sido realizada nas dependências da EMB, o episódio não reflete o projeto pedagógico da instituição de ensino”, garantiu a pasta da Educação do DF.

A CPI criada em maio de 2016 apura o aumento dos casos de exploração e abusos sexuais envolvendo crianças e adolescentes. E investiga uma rede no DF que promove a divulgação de imagens com crianças nuas ou em situações que são exploradas sexualmente. Uma média 360 denúncias por ano de casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes é recebida pelos órgãos oficiais, segundo informações da CPI. Pessoas próximas e a casa da vítima têm relação com 80% dos casos.