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Operação Marakata

Polícia Federal investiga fraudes na exportação de pedras preciosas

Empresa teria movimentando R$ 44 milhões no banco paralelo do doleiro Dario Messer, foragido desde maio

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Foto: Marcello Casal Jr/ABr/Arquivo

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça (4) mais uma fase da Operação Câmbio Desligo denominada Operação Marakata. O Ministério Público Federal (MPF) investiga um esquema de evasão de divisas, sonegação fiscal envolvendo a exportação de pedras preciosas.

Segundo as investigações, a empresa Comércio de Pedras O S Ledo LTD compra as pedras na cidade de Campo Formoso, no interior da Bahia, e as vende para países como Índia e China. A suspeita é de que o preço declarado pelas exportações era subfaturado e o excedente que completaria o valor real das peças era pago “por fora” pelas empresas estrangeiras. Essa quantia excedente ficava no exterior, sendo repatriada quando os responsáveis pela empresa precisavam pagar fornecedores e garimpeiros, por exemplo.

Ainda de acordo com as investigações, a empresa movimentou US$ 44 milhões — cerca de R$ 180 milhões — no banco paralelo do doleiro Dario Messer, que segue foragido desde maio deste ano, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Câmbio Desligo. Ele é suspeito de integrar um esquema, com outros doleiros, que movimentou US$ 1,6 bi em 52 países.

Esta fase da Operação Lava Jato tem como base as delações dos doleiros Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, que foram presos por envolvimento no esquema de corrupção do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

Entre os alvos dos mandados cumpridos pelos agentes na operação desta terça estão os sócios-administradores da empresa Comércio de Pedras O S Ledo Marcello Luiz Santos de Araújo e Daisy Balassa Tsezanas.

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