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'Acesso Pago'

PF levará ex-ministro da Educação a audiência de custódia em Brasília

Milton Ribeiro é investigado por tráfico de influência no acesso a verbas do FNDE. Bolsonaro afirmou: "se a PF prendeu, tem um motivo"

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Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação. Foto: Agência Brasil

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro já se encontra em dependências da Polícia Federal em Santos (SP) e deverá se transferido a Brasília, onde uma audiência de custódia definirá se ele permanece preso.

O jurista Davi Tangerino, especialista em Direito Penal, afirmou ao canal BandNews TV que a prisão preventiva decretada pelo juiz substituto da 15ª Vara Federal de Brasília, tem caráter cautelar para sustar o cometimento de algum delito pelo ex-ministro no curso das investigações, como tentativa de coação de testemunhas, por exemplo.

Com as investigações em “segredo de Justiça”, a Polícia Federal não explicou o motivo da prisão, mas Tangerino afirma que dificilmente será relacionada aos fatos que provocaram a demissão do ex-ministros, e sim a fato ocorrido durante a investigação.

A operação investiga o ex-ministro Milton Ribeiro e pastores por suspeita de acesso privilegiado ao Ministério da Educação e à liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação(FNDE).

A PF prisão preventiva de Ribeiro, que vive em São Paulo, foi pedida pelo juiz federal substituto Renato Borelli, da Justiça Federal do Distrito Federal.

A operação foi batizada de “Acesso Pago” e, segundo a PF, é destinada a investigar a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do FNDE, vinculado ao Ministério da Educação.

“Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União, reunidos em inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas. As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à Primeira Instância. A investigação corre sob sigilo”, informou a Polícia Federal.

“Se a PF prendeu, tem motivo”

Em relação à prisão de Ribeiro, o presidente Jair Bolsonaro já disse nesta quarta-feira, à rádio mineira Itatiaia, que o “se a PF prendeu, tem um motivo”.

“Ele que responda pelos atos deles”, disse Bolsonaro, que também afirmou que Ribeiro mantinha “conversa informal demais” com pessoas de sua confiança e que isso pode ter o prejudicado.

O presidente afirmou também que a operação desta quarta-feira é sinal de que “a PF está trabalhando” em seu governo, sem interferência

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