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Paes diz que Doria manda vacinas direto à prefeitura de SP, ignorando o PNI

Doria não confirmou envio "direto" e culpou, claro, o Ministério da Saúde

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Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Foto: Ricardo Cassiano/Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), usou as redes sociais para acusar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de enviar doses da vacina Coronavac diretamente para a Prefeitura de São Paulo, “sem intermediários”.

A legislação determina que as vacinas Coronavac, produzidas ou adquiridas pelo Instituto Butantan, devem ser entregues integralmente ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, que paga por todas elas e exerce a tarefa de distribuição equitativa em todo território nacional.

Os posts do prefeito podem representar uma grave denúncia.

Paes fez essa afirmação, a rigor uma pergunta, em posts publicados em sua própria conta de Twitter. Em um dos posts, o prefeito do Rio se queixa do envio de uma quantidade menor de vacinas e que, por essa razão, seria obrigado a adiar a aplicação de primeiras doses.

No post seguinte, o prefeito carioca pergunta, dirigindo-se a Doria: “Não tem como mandar doses direto da Coronavac para cá não? Sem intermediários, como você está fazendo com a prefeitura de São Paulo?”

Doria respondeu também pelo Twitter e, claro, culpou o Ministério da Saúde. O governador evitou mencionar o envio de doses “sem intermediários”, afirmou que as vacinas são entregues ao PNI e apontou “incompetência” do governo federal por manter 11,2 milhões de doses supostamente estocadas, sem realizar a distribuição.

A gestão de Paes, como outras, inclusive a de São Paulo, são suspeitas de desorganizar o próprio programa de imunização ao administrar vacinas de segunda dose (D2) como de primeira dose (D1), para avançar na imunização de faixas etárias em relação a outras capitais.