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Operação Alto Escalão

Operação apreende mala de dinheiro, mas advogado garante que origem é lícita

São investigados o ex-governador Agnelo Queiroz e seu ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa

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A mala de dinheiro apreendida seria pagamento de propina dos tempos em que Agnelo Queiroz (PT) era o governador do Distrito Federal.

Teve até carabina apreendida.

A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) apreenderam uma mala de dinheiro, nesta quinta-feira (23), durante operação que investiga o pagamento de propina na contratação de leitos para a rede pública de saúde na gestão do ex-governador Agnelo Queiroz (PT). A defesa de Adriana Zanini, com quem a mala foi apreendida, garante que os recursos são lícito e que isso “pode ser rápida e facilmente” comprovado.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão pela 1ª Vara Criminal de Brasília na investigação em que o ex-governador e o ex-secretário de saúde do DF Rafael Barbosa.

Eles são acusados de favorecimento de um repasse de 10% sob o valor de R$ 4.620.000,00 referente ao contrato de fornecimento de leitos hospitalares. A propina equivale a R$ 462 mil.

Agnelo Queiroz foi conduzido à polícia para prestar depoimento porque em sua casa os policiais encontraram uma carabina não registrada, o que configura crime. Além disso, ele não possui porte de arma.

Dinheiro tem origem lícita, diz advogado

A mala com dinheiro tinha notas em real e dólar foi apreendida com Adriana Aparecida Zanini, apontada pelo MPDFT como vice-presidente do Instituto Brasília Para o Bem-Estar do Servidor Público (Ibesp), mas sua defesa nega que ela seja ou tenha sido dirigente de qualquer entidade, muito menos do Ibesp.

O advogado de Adriana Zanini, André Gerhein, divulgou nota repudiando a afirmação dos investigadores e garante que os recursos encontrados em seu poder têm origem lícita, “podendo ser rápida e facilmente comprovada”. Gerhein lamentou que o MPDFT “não tenha se preocupado em checar devidamente as informações sobre a idoneidade” da sua cliente.

Leia a íntegra da nota da defesa de Adriana Zanini:

“A defesa de Adriana Aparecida Zanini repudia quaisquer acusações, insinuações ou ilações sobre seu suposto envolvimento com o Instituto Brasília para o Bem-Estar do Servidor Público (IBESP).
Adriana Aparecida Zanini nunca fez parte do quadro societário ou integrou a direção desta entidade, a qual até o dia de hoje desconhecia a existência.
Este e todos os demais esclarecimentos necessários serão prestados ao juízo competente, como, por exemplo, o fato de que os recursos encontrados em poder da nossa cliente, tem origem lícita, podendo ser rápida e facilmente comprovada.
Lamentamos que o Ministério Público não tenha se preocupado em checar devidamente as informações sobre a idoneidade de nossa cliente. Se o tivesse feito, jamais poderia sequer suspeitar de seu envolvimento com qualquer tipo de ilegalidade.”