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SOS Samu

Ministério Público investiga fraude de servidores do Samu

Foram presas 21 pessoas: médicos, servidores e empresários

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O Ministério Público de Goiás investiga se uma empresa que administra Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e que tem como sócia a mulher do secretário municipal de Saúde está envolvida em uma fraude no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Goiânia. O titular do órgão, Fernando Machado, nega qualquer envolvimento dele e da mulher com as irregularidades.

Durante a operação, denominada “SOS Samu”, foram presas 21 pessoas, entre médicos, servidores do Samu e donos de hospitais e de UTIs particulares. Segundo o Ministério Público, o foco do grupo eram pacientes que tinham plano de saúde. Após ser feito o atendimento de urgência pelo Samu, os socorristas entravam em contato com a central de regulação, responsável por controlar o encaminhamento das vagas das UTIs.

Ao invés de mandar o paciente a algum hospital vinculado ao SUS, encaminhavam para unidades particulares. Com isso, as UTIs ficavam cheias de pacientes, garantindo lucro para os médicos e donos dos leitos.

Uma das empresas investigadas é a Organização Aparecidense de Terapia Intensiva LTDA (Oati). Fernando Machado foi acionista da empresa até 2014, quando já era secretário de Saúde da capital. Entretanto, naquele ano, passou a sociedade para a mulher, a médica Vanessa Gomes Maciel.