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Bairros afundando

JHC renova compromisso com vítimas de afundamento do solo em Maceió

Prefeito recebeu demandas de comunidades de bairros afetados pela mineração de sal-gema

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De pé, prefeito de Maceió JHC ouve representantes de vítimas de desastre geológico. Em um círculo, todos estão de máscara e o prefeito está de terno e com a mão nas costas de morador de camisa com a inscrição Unidos por Justiça
Moradores de áreas destruídas pela mineração dialogam com prefeito de Maceió JHC. Foto: Edvan Ferreira/Secom Maceió

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, 0 “JHC” (PSB), recebeu um grupo de moradores e empreendedores dos bairros afetados pelo afundamento do solo por conta da mineração de sal-gema em área urbana da capital, operada pela Braskem. Os moradores fizeram uma série de reivindicações para cobrar justiça e celeridade nos pagamentos das indenizações pela mineradora. A reunião ocorreu na tarde desta segunda-feira (12) no auditório da Prefeitura, no bairro de Jaraguá.

JHC destacou que o município mantém diálogo aberto com os moradores e empreendedores dos bairros e que há uma cobrança permanente a Braskem, empresa apontada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) como causadora do problema.

“A própria criação do GGI dos Bairros já foi um grande avanço no que tange ao tratamento da Prefeitura em relação a população afetada. Nós ouvimos todas as proposições e solicitações e vamos avaliar quais são os encaminhamentos que deverão ser tomados pela gestão. Mais uma vez me coloquei à disposição dos moradores, que já mantém um diálogo aberto com o município através dos nossos órgãos e secretarias”, pontuou o prefeito.

Homem de máscara, sentando em uma cadeira preta, com braços cruzados.

Representantes de comunidades afetadas pela mineração de sal-gema, em audiência com prefeito de Maceió, JHC. Foto: Edvan Ferreira/Secom Maceió

Ilhas socioeconômicas

Para José Fernando Lima Silva, da Associação dos Moradores do Bom Parto, a reunião foi o local para que os moradores de cada bairro afetado pelo fenômeno de afundamento pudessem expor o drama vivido por cada comunidade.

“Nós não vamos assinar cheque em branco para ninguém. Precisamos saber o que está sendo tratado para que possamos decidir se endossamos ou não os pedidos em conjunto. No Bom Parto, já temos 37% das famílias que deixaram o bairro, mas ainda temos 43 famílias que ficaram lá sem acesso e que não foram realocadas porque estão fora do mapa de risco”, explicou o morador.

Entre as pautas apresentadas pelos grupos estão a cobrança sobre como a Braskem tem desenvolvido os cálculos da propostas feitas pela companhia, se há posição em relação ao prosseguimento dos serviços dos trens do VLT nos bairros afetados, sobre a situação do ilhamento socioeconômico do Flexal de Cima, Flexal de Baixo e parte da Rua Marques de Abrantes, em Bebebouro.

Os moradores pediram ainda a manifestação do município em relação ao pedido de auto composição, onde acordos formulados entre Ministério Público Federal e a Braskem seriam revistos e moradores empreendedores dos bairros afetados seriam participantes nas futuras decisões.

Anseios 

Para o coordenador do Gabinete de Gestão Integrada para a Adoção de Medidas de Enfrentamento aos Impactos do Afundamento dos Bairros (GGI dos Bairros), Ronnie Mota, a reunião foi proveitosa uma vez que os moradores colocaram de forma objetiva quais são os seus anseios em relação ao município.

“A reunião de hoje foi bem proveitosa e ocorreu de forma cortez e democrática. Várias pautas foram colocadas e ficou consignada a participação da Prefeitura nessa mesa de oitiva e de conversa para que a gente possa levar as melhores propostas para os signatários dos acordos”, afirmou Mota.

Além do representante da Associação dos Moradores do Bom Parto, participaram da reunião representantes do SOS Pinheiro, SOS Bebedouro, representantes dos moradores da Gruta do Padre, Associação dos Moradores do Mutange, Associação dos Moradores do Bom Parto, Associação dos Moradores de Bairro de Bebedouro, Associação dos Empreendedores e representantes do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem.

O secretário de Governo, Francisco Sales, e o coordenador Geral da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, e o procurador geral do Município, João Lobo, também participaram da reunião. (Com informações da Secom Maceió)