Série histórica

Indicador do café robusta bate novo recorde

O aumento nas cotações é impulsionado por projeções que indicam uma oferta mundial apertada de café robusta

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No momento, o foco dos produtores de café tem sido a colheita da safra 2024/25. (Foto: Reprodução/Embrapa).

As cotações do café robusta no Brasil começaram a subir novamente no início de junho. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, atingiu R$ 1.247,17 por saca de 60 kg na quinta-feira (6).

Este valor é um novo recorde real da série do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que começou em novembro de 2001.

O aumento nas cotações é impulsionado por projeções que indicam uma oferta mundial apertada de café robusta. A principal razão para esta oferta limitada é o clima adverso no Vietnã, que é o maior produtor mundial desta variedade de café.

Apesar do recente aumento nos preços do café, poucos vendedores estão ativos no mercado à vista brasileiro. Isso pode ser devido a uma variedade de fatores, incluindo a atual concentração na colheita do café.

No momento, o foco dos produtores de café tem sido a colheita da safra 2024/25, que está em pleno andamento.

Este é um período crucial para os produtores, pois a qualidade e a quantidade da colheita podem ter um impacto significativo nos preços do café.

No Espírito Santo, que é o maior estado produtor de café robusta no Brasil, cerca de 40% da produção estimada já foi colhida, de acordo com agentes consultados pelo Cepea.

Em Rondônia, outro importante estado produtor desta variedade de café, a colheita está mais avançada, com apenas cerca de 25% da produção estimada ainda por colher.