Trabalhava na Vale e tinha 33 anos

Identificada a 261ª vítima da Vale na barragem de Brumadinho

Polícia Civil de Minas identificou funcionária da Vale que tinha 33 anos na época

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Região atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG). Foto: Isac Nóbrega/PR/Arquivo
Região atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG). Foto: Isac Nóbrega/PR/Arquivo

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identificou, ontem (25), mais uma vítima do rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Trata-se de uma mulher, de 33 anos, à época do fato, funcionária da Vale. Essa é a 261ª vítima identificada pela PCMG.

O médico-legista da PCMG Ricardo Araújo informa que a vítima foi localizada no final da tarde de terça-feira (24), quando os trabalhos tiveram início, e perduraram durante toda a madrugada para a identificação da mulher, que aconteceu por meio da arcada dentária.

“A vítima contava com material odontológico, pesquisado inicialmente através de entrevistas com os familiares. E, em uma etapa subsequente, de forma ativa pela Polícia Civil, buscamos informações sobre tratamentos dentários, contatos com o odontologista que a cuidava para mais informações e analisamos fotos de sorrisos. E, então, a gente conseguiu criar um banco de dados robusto, que permitiu essa identificação de uma maneira rápida”, detalha.

Ricardo Araújo destaca que “além do trabalho de identificação, que é muito nobre, existe, paralelamente a esse trabalho, e também muito importante, o trabalho da perícia técnica, o trabalho de formação da prova, de tudo aquilo que vai compor o inquérito criminal. Então são dois trabalhos paralelos que aconteceram e que acontecem”.

O superintendente de Polícia Técnico-Científica, Thales Bittencourt de Barcelos, ressalta o trabalho ininterrupto da PCMG. “Tanto o IML (Instituto Médico Legal) quanto o Instituto de Criminalística vêm trabalhando diuturnamente, buscando a solução desta questão de identificação de todas as vítimas. Sabemos da importância, o que isso significa para as famílias, e estamos empenhados nisso”, disse.

A identificação também é resultado do ininterrupto trabalho do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), que continua os trabalhos para localização de nove joias, como os familiares se referem aos entes que ainda não foram encontrados. “Os Bombeiros localizam o corpo e a gente [Polícia Civil] devolve a identidade”, afirma Ricardo Araújo, sobre o processo que é concluído com a entrega aos familiares. (Com informações da Agência Minas)