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Atendimento parcial

Greve na saúde continua e população sofre consequências

Atendimento parcial prejudica pacientes da rede pública

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A greve continua na rede pública de saúde. Mesmo após a Justiça considerar o movimento ilegal, os servidores se recusam a retornar ao trabalho. Com isso, quem sofre é a população que depende dos serviços. A categoria está de braços cruzados desde o último dia 8. Segundo o GDF, diversas unidades seguem com o atendimento prejudicado.

Segue levantamento do GDF sobre o atendimento nas unidades de saúde:

O trabalho do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está preservado, apesar da adesão de alguns funcionários da enfermagem e do administrativo ao movimento. As unidades de pronto-atendimento (UPA) atendem normalmente.

A maioria das farmácias dos centros de saúde está funcionando para entrega de medicamentos. A Farmácia de Alto Custo de Ceilândia está aberta. Na Farmácia da 102 Sul, os servidores decidiram manter 30% da equipe, com distribuição de 100 senhas por dia. Pacientes com atendimento agendado pelo telefone 160 estão sendo avisados do cancelamento.

Brazlândia
Hospital regional: emergência com um clínico. Atendimentos no ambulatório foram suspensos.

Centros de saúde: funcionam parcialmente.

Ceilândia
Hospital regional: na emergência, há três clínicos. Pronto-socorro e sala para pacientes mais graves estão lotados. Exames de raio X, eletrocardiograma e tomografia estão suspensos porque os equipamentos estão quebrados. No ambulatório, médicos da pediatria e endoscopia estão em greve. Demais especialidades funcionam normalmente.

UPA: funciona normalmente.

Centros de saúde: funcionam parcialmente, com exceção do nº 3, onde médicos e odontólogos estão em greve.

Gama
Hospital regional: emergência com quatro clínicos, além de um cirurgião, dois ortopedistas, um pediatra e quatro obstetras. Ambulatório com atendimento apenas em oftalmologia e endoscopia.

Centros de saúde: com equipe reduzida.

Guará
Hospital regional: atendimento normal na emergência. No ambulatório, funcionam apenas oftalmologia e pediatria. Demais especialidades estão suspensas.

Centros de saúde: no nº 1, há somente um ginecologista e três técnicos, a sala de vacina está fechada, e a de curativos, aberta; no nº 2, as salas de vacina e de curativos estão fechadas, e há um clínico e três técnicos de enfermagem trabalhando; no nº 3, todas as especialidades estão funcionando; no nº 4 (Estrutural), não há atendimento. Das 10 equipes de Saúde da Família, duas estão atuando.

Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo e Park Way
UPA: com dois clínicos por turno.

Centros de saúde: paralisação quase total. Funcionam apenas serviços de urgência, como atendimento a gestantes e aplicação de vacina antirrábica. As equipes da Estratégia Saúde da Família pararam.

Paranoá
Hospital regional: atendimento lento na emergência. Ambulatório continua parado. Cirurgias eletivas na ortopedia estão suspensas. Só são feitos procedimentos de urgência.

Centros de saúde e Estratégia Saúde da Família: sem atendimento.

Planaltina
Hospital regional: na emergência, casos graves são atendidos. Serviços no ambulatório estão parados. Cirurgias eletivas estão sendo remarcadas.

Centros de saúde: atendimentos suspensos.

Plano Piloto
Hemocentro: 30% da equipe foi mantida, mas os servidores trabalham de forma lenta (fazem operação-padrão). A direção remanejou funcionários para reforçar a coleta de sangue. Entretanto, o serviço, que normalmente é feito em 55 minutos, ainda tem demorado uma hora e meia.

Hospital de Base: na emergência, são atendidos os pacientes graves (classificação laranja e vermelha) e alguns de gravidade média (amarela). Os outros são distribuídos para outras regionais.

Ambulatórios: estão sem atendimento os de neurologia, cabeça e pescoço e proctologia. Atendimento normal em cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, gastroenterologia, bronco, alergia, urologia, reumatologia, clínica médica, clínica cirúrgica, quimioterapia e ginecologia. A radiologia e a radioterapia estão disponíveis apenas para casos mais graves.

Hospital Regional da Asa Norte: emergência conta com três clínicos e um pediatra. Só são atendidos casos graves (classificação vermelha). Ambulatório com atendimento parcial em setores como sala de curativos, endocrinologia, oftalmologia e dermatologia. Todas as cirurgias eletivas foram canceladas. No Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais, são atendidos pacientes crônicos graves. Há endoscopia apenas para casos de emergência e internados. O centro neuromuscular funciona com capacidade reduzida. No centro de assistência a pessoas com síndrome de Down, o atendimento foi suspenso hoje, e as consultas estão sendo remarcadas.

Hospital Materno-Infantil: atendimento pleno nas emergências pediátrica e ginecológica. Cirurgias eletivas continuam suspensas. Ambulatório normalizado em todas as especialidades.

Centros de saúde: funcionam parcialmente

Adolescentro (605 Sul): 20% dos médicos e técnicos de enfermagem estão em greve. Um grupo de acolhimento não deixa ninguém sem atendimento. A farmácia funciona. Consultas estão sendo remarcadas.

Unidade Mista (508 Sul): funciona parcialmente.

Recanto das Emas
UPA: funciona normalmente.

Centros de saúde e clínicas da família: atendimento parcial.

Samambaia
Hospital regional: emergência com três clínicos, dois cirurgiões, três obstetras, dois neonatologistas e dois anestesistas. Equipe de técnicos reduzida. Ambulatório atende apenas em ginecologia. Raio X e laboratório funcionam normalmente.

UPA: atendimento normal.

Santa Maria
Hospital regional: emergência lotada. Um clínico atende pacientes em observação e graves. Outros dois clínicos atendem 30 pacientes internados e 30 na enfermaria. Centro cirúrgico está com equipe médica completa, mas faltam enfermeiros e técnicos. Na cirurgia cardíaca, há atendimento somente a emergências do pronto-socorro. No ambulatório, só funciona a sala de curativos.

Centros de saúde: sem atendimento.

Sobradinho
Hospital regional: emergência com três clínicos, além de dois anestesistas, três neonatologistas e três ginecologistas. No ambulatório, atendimento apenas a gestantes do pré-natal de alto risco e pacientes da oncologia. Só são feitas cirurgias eletivas da oncologia e cirurgias de emergência.

UPA: funciona com dois médicos.

Centros de saúde: funcionam parcialmente.

Taguatinga
Hospital regional: emergência com equipe reduzida. Unidade de internação, centro obstétrico e clínica médica funcionam normalmente. Radiologia e laboratório só atendem emergências. Ambulatório funciona parcialmente.

Centros de saúde: funcionam parcialmente.

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