Mais Lidas

Falta de pagamento

Greve de motoristas deixa 25 mil sem ônibus no ABC

Paralisação de motoristas deixa 25 mil sem ônibus no ABC

acessibilidade:

Aproximadamente 25.100 pessoas estão há três dias sem ônibus intermunicipais nas cidades de Mauá, Ribeirão Pires, Santo André e Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo. Segundo a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (Emtu), gestora do serviço, a greve de motoristas começou na tarde de segunda-feira (3).

A paralisação afeta as linhas operadas pelas permissionárias da Empresa Auto Ônibus Santo André (Eaosa) e da Viação Ribeirão Pires. Os passageiros têm como opção as linhas municipais e os trens da linha 10 – Turquesa, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Nos últimos três meses, funcionários da empresa Eaosa fizeram diversas greves por falta de pagamento. A Eaosa reconhece os frequentes atrasos nos salários, mas reclama de falta de repasse de subsídio referente à gratuidade para estudantes e idosos por parte da Emtu.

Na última greve da empresa, no dia 9 de setembro, a Emtu negou as acusações e disse não ter pendências financeiras com as empresas, incluindo o repasse do subsídio que garante a gratuidade para estudantes e idosos.

Nota da empresa

Em nota, a Eaosa – Empresa Auto Ônibus Santo André Ltda – informou que “teve suas atividades paralisadas em 03/10/2016, por volta das 03h20min, e Viação Ribeirão Pires em 04/10/2016, por volta das 9h, pelo atraso no último pagamento do Vale Alimentação, previsto para o primeiro dia de cada mês, e Participações nos Lucros, previsto para 30/09/2016.”

Acrescenta que “as empresas vêm passando por sérias dificuldades financeiras desde 2015 onde, por meio da resolução STM 68/2014 (Estudante Passe Livre) e resolução STM 30/2015 (Sênior 60-64 anos), garantem a gratuidade de transporte aos estudantes e idosos a partir de janeiro de 2015, mediante comprometimento do repasse desse valor pelo Governo do Estado de São Paulo, através da Emtu – Empresa Metropolitana de Transporte Urbano.”

A nota esclarece, ainda, que “o repasse garantido pelo governo somente foi realizado até 31/12/2015, estando hoje pendente todo ano de 2016. Esse repasse representa R$ 3.985.516,92 que deveriam ter sido repassados aos cofres das empresas mensalmente. Como mencionado anteriormente, os repasses estão pendentes desde janeiro/2016 até 15/08/2016 e a falta desse montante afeta toda estabilidade econômica das empresas, inclusive, fazendo com que os pagamentos salariais sejam realizados com atrasos. Contudo, diante toda essa dificuldade as empresas vêm honrando, mesmo que com atrasos, seus pagamentos”, finaliza a empresa. (ABr)

Vídeos Relacionados