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GDF proíbe entrega de comidas a moradores de rua na Rodoviária do Plano

Burocracia trava ações sociais e caridade para os sem-teto

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Além das passagens mais caras, o Governo do Distrito Federal anunciou um novo presente nada agradável para os brasilienses. Aqueles que com frequência fazem ações sociais na Rodoviária do Plano Piloto, como entregar roupas e comidas a moradores de rua, agora estão impedidos.

A medida do governador Rodrigo Rollemberg e do secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, é cumprida pelo DFTrans (Transporte Urbano do DF). Se alguém for à noite ou de madrugada à rodoviária e começar a entregar sopas, agasalhos, marmitas, é impedido de continuar o trabalho. Um fiscal do DFTrans avisa que a pessoa precisa de autorização.

A 'autorização' é um contrato para realização de eventos. A pessoa que quer fazer uma ação solidária precisa assinar o termo com inúmeras cláusulas informando os dias em que vai ao local e ainda submeter à avaliação, que pode reprovar o pedido. O texto é aprovado – ou não – pela Secretaria de Mobilidade.

As ONGs não foram avisadas da mudança com antecedência, o que se refletiu em números e causou surpresa e indignação. O diretor de uma entidade, que preferiu não se identificar, disse ao Diário do Poder que o objetivo do DFTrans é "limpar a rodoviária dos moradores de rua". Ele acredita que a medida não vai surtir efeito. "Com ou sem comida, eles vão continuar lá. A culpa não é nossa", declarou.

O Diário do Poder procurou o Palácio do Buriti por um mês para comentar a mudança, mas não teve retorno. A reportagem não conseguiu contato com o DFTrans para explicar o motivo da proibição.

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