Pacheco deixa presidência do Senado sendo cotado para ministério e governo de Minas Gerais
Pacheco deixa o cargo com grandes chances de assumir uma função no governo federal nos próximos meses
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O atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), concluirá seu segundo mandato à frente da Casa no próximo sábado (1º). Durante sua gestão, estabeleceu uma relação estreita com o presidente Lula (PT) e deixa o cargo com grandes chances de assumir uma função no governo federal nos próximos meses. Pacheco ocupou pela primeira vez a presidência do Senado em 2021, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sendo reconduzido ao posto em 2023.
A reeleição de Pacheco contou com o apoio do senador Davi Alcolumbre (União-AP), um de seus aliados mais próximos, e é considerado um forte nome para sucedê-lo na presidência do Senado.
Visando a reforma ministerial, muito se fala no nome do senador para um cargo no primeiro escalão do governo. Contudo, em sua primeira coletiva de imprensa do ano que ocorreu nesta quinta-feira (31), o presidente petista evitou citar o possível cargo do senador no ministério e afirmou que vai apoiar o parlamentar na eleição ao governo de Minas Gerais em 2026.
“Se eu pudesse falar (sobre Pacheco assumir ministério), eu falaria. Mas o que eu quero é que o Pacheco seja governador de Minas Gerais“, disse Lula a jornalistas no Palácio do Planalto.
Pacheco já declarou que tem a intenção de cumprir seu mandato como senador até 2027. No entanto, seus aliados especulam que ele pode se lançar como candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O dilema no entorno do senador é se, ao assumir um cargo no governo petista, Pacheco poderá se prejudicar junto ao eleitorado de centro-direita mineiro.