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Governo se reúne com evangélicos e fecha texto da PEC das igrejas

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que a renúncia fiscal só abarcará campanhas assistenciais e temporárias feitas por estas instituiçõe

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O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que a renúncia fiscal só abarcará campanhas assistenciais e temporárias feitas por estas instituições. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O texto final da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que amplia as isenções tributárias de igrejas, templos religiosos e instituições afiliadas foi acertado nesta terça-feira (19) durante a reunião entre líderes do Governo e representantes evangélicos. O encontro foi realizado na residência oficial da presidência do Senado. 

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que a renúncia fiscal só abarcará campanhas assistenciais e temporárias feitas por estas instituições. 

“Na prática, a PEC restringe a imunidade tributária a ações de acolhimento, de assistência e de arrecadação para o funcionamento dessas instituições por tempo determinado“, disse para a imprensa. 

A reunião durou 2 horas e meia e além de Padilha, estiveram presentes: Fernando Haddad (ministro da Fazenda), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ( presidente do Senado), senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) (líder do Governo no Congresso); e Jaques Wagner (PT-BA) (líder no Governo no Senado). 

Mais cedo, Haddad e Padilha se reuniram com o relator da proposta na Câmara dos Deputados, deputado Fernando Máximo (União Brasil-RO). A expectativa da Bancada Evangélica é que a proposta seja aprovada antes do feriado da Páscoa. Por isso, apesar de a PEC não ter sido aprovada na Câmara, o governo decidiu discuti-la com o presidente do Senado, já que não há consenso sobre a pauta na Casa Alta, e, sim, na Baixa. 

Randolfe afirmou que o texto será votado na Câmara depois da reunião da JEO (Junta de Execução Orçamentária), órgão ligado ao Ministério do Planejamento e Orçamento Público. O próximo encontro da JEO será em 22 de abril.  Outras pautas, como a remuneração de líderes religiosos e a construção de templos, serão reguladas por leis complementares, afirmou Randolfe.

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