Mais Lidas

Moeda norte-americana

Dólar fecha a R$ 5,05 e tem maior alta semanal desde março

Bolsa recuperou-se de perdas recentes e teve forte alta

acessibilidade:
No mercado de ações, o dia foi marcado pela euforia e pela recuperação Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Influenciado por fatores internos e externos, o dólar fechou esta sexta-feira (2) com leve valorização. Mesmo assim, a moeda norte-americana teve a maior alta semanal desde março. Bolsa de valores recuperou-se de três perdas seguidas e subiu na sexta-feira, acumulando ganhos na semana.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,053, com alta de 0,16%. A divisa operou em baixa durante quase toda a sessão, chegando a R$ 4,99 na mínima do dia, por volta das 10h, mas não sustentou a queda e fechou com valorização.

Com a alta de hoje, a divisa encerrou a semana com valorização de 2,34%. Essa foi a maior alta para uma semana desde o intervalo entre 22 e 26 de março. No ano, o dólar acumula queda de 2,61%.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela euforia e pela recuperação. Após três dias seguidos de perdas, o índice Ibovespa fechou a semana aos 127.622 pontos, com alta de 1,56%. Com o desempenho de hoje, o indicador reverteu as perdas das últimas sessões e encerrou a semana com pequena alta acumulada de 0,29%.

Nos Estados Unidos, a divulgação das estatísticas de emprego deu ânimo ao mercado financeiro global. Em junho, foram criadas 850 mil vagas, excluindo a agricultura, na maior economia do planeta. A geração de postos de trabalho, no entanto, foi insuficiente para reduzir a taxa de desemprego, que subiu para 5,9%.

Os números reduziram a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) aumente a taxa de juros da maior economia do planeta antes do fim de 2022. Juros baixos em países avançados beneficiam países emergentes, como o Brasil.

No plano interno, o crescimento da produção industrial em maio refletiu-se na alta de diversas ações na bolsa de valores. O indicador voltou a subir após três meses de queda  e retomou os níveis de fevereiro de 2020, antes da pandemia de covid-19. No entanto, as tensões políticas dos últimos dias interferiram no mercado de câmbio.(Reuters/ ABr)