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Deputados do DF aprovam lei que torna o ‘jogo de queimada’ modalidade esportiva

Jogo é muito popular entre crianças e adolescentes, mas há educadores que defendem sua proibição

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Brincadeira que nasceu nas ruas, muito popular entre crianças e adolescentes, o jogo de queimada virou "modalidade esportiva".

O Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira (2) publicou a sanção da Lei 6.736, que reconhece o jogo de queimada como “modalidade esportiva”.

O autor da proposta, deputado Martins Machado (Republicanos), ainda não explicou a utilidade da nova lei, que já começa a garantir lugar no anedotário de inutilidades produzidas pelo Poder Legislativo.

Brincadeira de rua muito popular no Brasil, sobretudo entre crianças e adolescentes, o jogo de queimada sofre até críticas de alguns educadores. Sobretudo daqueles certamente não brincaram de queimada.

A crítica é baseada no raciocínio tortuoso que, se adotado, impediria qualquer prática esportiva nas escolas. Segundo esse entendimento, o jogo de queimada ensinaria as crianças “que existe uma hierarquia de privilégio baseada nas habilidades físicas, e isso, segundo eles, é uma atividade ‘deseducativa'”.

No Canadá, um “Congresso de Humanidades e Ciências Sociais” chegou a discutir a necessidade de “proibir” o jogo de queimada, considerando que a brincadeira pode agir como ferramenta de “opressão”.

A Secretaria de Esporte e Lazer do DF informou, por meio de nota, que “a Secretaria de Esporte e Lazer apoia e incentiva toda e qualquer prática esportiva.”

Segundo a secretaria, a nova lei permite apoiar as competições locais e os atletas. “Todas os eventos seguirão as diretrizes e as medidas que são empregadas em todos os campeonatos esportivos no DF”, diz a nota.