PL diz que Eduardo é perseguido político por atuação legítima nos EUA

Presidente nacional do PL expõe preocupação com condenação de ex-deputado no STF: 'Reforça perseguição à direita'

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, defendeu nesta quarta-feira (17) que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuou de forma legítima nos Estados Unidos, e foi vítima de perseguição política, ao ser condenado ontem (16) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de coação à Justiça do Brasil.

Em nota oficial, Valdemar garantiu que o PL confia que a história e os fatos demonstrarão a integridade da trajetória pública e da legitimidade de atuação de Eduardo. O ex-deputado foi sentenciado pela Primeira Turma do Supremo a quatro anos e três meses de prisão em regime inicial semiaberto, mais perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade até 2038.

Recebemos com preocupação mais um episódio que reforça a percepção de perseguição política contra uma das principais lideranças da direita brasileira. A atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos sempre teve caráter político e institucional, não havendo qualquer irregularidade em suas ações. O Partido Liberal entende que a interlocução com autoridades, instituições e atores internacionais integra a atividade política legítima exercida por representantes eleitos”, disse Valdemar, na nota publicada na manhã desta quarta.

Eduardo Bolsonaro foi condenado em ação penal conduzida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, que foi denunciado a autoridades dos EUA por ilegalidades no processo que levou seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a ser condenado por crimes na “trama golpista”. E o magistrado acabou sendo alvo da Lei Magnitsky, aplicada pelo presidente estadunidense Donald Trump, que considerou Moraes como cúmplice de violações dos direitos humanos.

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